🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Cuidado com o que escreves

Nonô

Escrever é uma arte poderosa, e todos nós, poetas e escritores, sabemos bem como as palavras podem tocar fundo nas emoções. Mas há algo que aprendi ao longo dos anos que me faz olhar para a escrita com ainda mais cuidado: aquilo que escrevemos pode ter uma influência real na nossa vida. Chamo-lhe a "lei da atração poética". Por vezes, parece que os versos que brotam de nós criam um caminho para certas situações, como se as palavras tivessem o poder de moldar a nossa realidade.

Já senti isso na pele. Escrevi poemas que, sem perceber na altura, pareciam prenunciar acontecimentos que mais tarde viriam a acontecer. É como se, ao dar forma a determinados pensamentos e sentimentos, eu estivesse a chamar essas experiências para a minha vida. A escrita, como qualquer forma de expressão criativa, tem uma energia própria, e essa energia pode ter efeitos que nem sempre conseguimos prever.

Por isso, acredito que devemos ter um certo cuidado com o que escrevemos. Não falo de autocensura ou de podar a nossa liberdade criativa — longe disso! O poeta é livre e deve sê-lo em toda a sua essência. Contudo, há uma diferença entre liberdade e irresponsabilidade. Não precisamos de ofender ou ferir para expressar o que sentimos ou pensamos. Podemos ser críticos, questionadores, até provocadores, sem recorrer a palavras que possam magoar intencionalmente.

A escrita tem um poder extraordinário de transformação, não só na nossa própria vida, mas também na vida daqueles que a leem. E se podemos usar esse poder para o bem, para inspirar, para trazer à tona verdades ou para nos libertarmos de emoções, por que não o fazer de forma consciente e cuidadosa? A verdadeira liberdade não está em ofender ou chocar, mas em tocar profundamente, fazer pensar e, quem sabe, mudar algo dentro de quem lê.

Então, a próxima vez que pegares numa caneta ou abrires o teu caderno digital, lembra-te: as tuas palavras são mais do que meros símbolos no papel. Elas têm o poder de atrair, de moldar, de transformar. Cuidado com o que escreves, pois o que nasce do teu coração e mente pode, de facto, vir a florescer no mundo à tua volta.

Por hoje, fico por aqui. Despeço-me, até à próxima sexta-feira, com o nosso habitual cumprimento, beijos poéticos,

M.ª Leonor Costa (Poesias da Nonô)

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