🌿 A Vida que Alimenta a Caneta / The Life that Feeds the Pen
PT: Olá!
Que bom ter-te por cá neste nosso cantinho de partilha honesta e despida de
filtros. 🌿
Muitas
vezes, quem vê o resultado final de um poema ou de um livro imagina que a vida
de um escritor se resume ao silêncio de uma secretária e ao correr da tinta no
papel. Mas desenganem-se os que pensam assim. Para escrever, é preciso, acima
de tudo, viver. E ler muito. A escrita não nasce do vazio; ela é o eco daquilo
que experimentamos cá fora, no pulsar do dia a dia.
Para
mim, o processo de escrita curativa começa muito antes de tocar no teclado. Ele
acontece quando cuido de mim e do meu bem-estar: quando faço as minhas
caminhadas ao ar livre, quando vou ao ginásio libertar as tensões do corpo, ou
quando partilho sorrisos e passeios com amigos queridos. Acontece quando me
permito ser tocada pela arte de outros, frequentando feiras literárias,
teatros, encontros de poesia ou workshops. E acontece, de forma muito terna, no
aconchego do meu lar, enquanto cuido de mim e das minhas gatas, que tantas
vezes me fazem companhia silenciosa.
EN: Hello! It is so good to have you here in our
little corner of honest and unfiltered sharing. 🌿
Often, those who see the final result
of a poem or a book imagine that a writer's life is limited to the silence of a
desk and ink running on paper. But make no mistake. To write, above all, one
must live. And read a lot. Writing is not born from a vacuum; it is the echo of
what we experience out there, in the pulse of daily life.
For me, the process of healing
writing begins long before I touch the keyboard. It happens when I take care of
myself and my well-being: when I take my outdoor walks, when I go to the gym to
release physical tension, or when I share smiles and journeys with dear
friends. It happens when I allow myself to be touched by the art of others,
attending book fairs, theaters, poetry gatherings, or workshops. And it
happens, in a very tender way, in the warmth of my home, while taking care of
myself and my cats, who so often keep me silent company.
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🧩 Juntar as Peças no Altar do Autoconhecimento / Piecing Together the Altar of Self-Knowledge
PT: Como
qualquer pessoa, enfrento inúmeros desafios, altos e baixos, momentos de
profunda felicidade e desilusões que nos abanam as estruturas. Há sonhos que
perseguimos com garra, mas também há desistências que se tornam necessárias — e
que são, elas mesmas, um ato de coragem para que algo mais alinhado com a nossa
verdade possa finalmente chegar.
No
meio de todas estas correntes, há um propósito que grita sempre mais alto
dentro de mim. É ele que me motiva a criar e a juntar todas as peças da vida
num só local: aqui, neste blogue que alimento com tanto amor há quase 12 anos.
Escrever
é a minha arte, mas é também a minha cura. É a forma como organizo as minhas
ideias, os meus pensamentos e as minhas emoções mais complexas. Quanto mais
escrevo, mais quero escrever. E quando os tempos de vazio inevitavelmente
chegam — aquelas fases em que a folha parece não querer aceitar nada —, aprendi
a não entrar em desespero. Sei que o silêncio é apenas temporário. Sei que,
após o repouso da terra, virá sempre um novo transbordar que sairá em forma de
poesia, de conto, de romance ou de um novo livro.
EN: Like anyone, I face countless challenges, ups and
downs, moments of deep happiness, and disappointments that shake our
foundations. There are dreams we pursue with passion, but there are also
step-backs and let-downs that become necessary — and which are, in themselves,
an act of courage so that something more aligned with our truth can finally
arrive.
In the midst of all these currents,
there is a purpose that always screams louder inside me. It is what motivates
me to create and bring all the pieces of life together in one place: here, on
this blog that I have nurtured with so much love for almost 12 years.
Writing is my art, but it is also my
healing. It is how I organize my ideas, my thoughts, and my most complex
emotions. The more I write, the more I want to write. And when times of
emptiness inevitably arrive — those phases when the page seems unwilling to
accept anything —, I have learned not to despair. I know the silence is only
temporary. I know that after the earth rests, a new overflow will always come,
taking the shape of poetry, a short story, a novel, or a new book.
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👀 Ver também / See also
📸 Diário de Escritora: Os Bastidores de um
“Chá Poético Contigo” 🫖 /
Writer's Diary: Behind the Scenes of “Poetic Tea with You” 🫖
📸 Diário de Escritora: Férias Espontâneas e
uma Imersão Literária / Writer’s Diary: Spontaneous Holidays and a Literary
Immersion
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💋 Palavra final / Final
words
PT: Viver com alma é o primeiro passo para escrever com verdade. E tu, que rituais de autocuidado e de vida fazes questão de manter para alimentar a tua própria mente e coração? Partilha comigo aqui nos comentários! Despeço-me, com o meu carinho de sempre: Gratidão e Beijos Poéticos. 👄
EN: Living with soul is the first step to writing with
truth. And you, what self-care and life rituals do you make sure to keep to
feed your own mind and heart? Share them with me in the comments! I say
goodbye, with my usual warmth: Gratitude and Poetic Kisses. 👄☀️
M.ª Leonor Costa
(Poesias da Nonô)

















