PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude.
Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano.
Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude.
I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday.
Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.
Na
sequência da conquista de ontem, hoje partilho convosco mais uma etapa do meu
crescimento criativo: aprendi a gravar áudios com voz e música, a
converter vídeos MP4 em MP3, a juntar áudios a imagens para criar novos
vídeos — mais simples, mas com alma.
Para
isso, criei uma conta no Anchor (agora Spotify for Podcasters) e
encontrei uma forma criativa de integrar os meus áudios diretamente nos
artigos do blogue. Assim, quem prefere ouvir em vez de ler, pode também
sentir a poesia na voz — com entoação, pausa e emoção.
Passei
também a dar muito mais importância à qualidade do som, ao volume, à
nitidez da voz, ao ritmo de leitura. São detalhes que, com o tempo, se
transformam em sensibilidades. E confesso: este processo de descoberta
tem sido um desafio maravilhoso, que me permite chegar mais longe com
aquilo que sinto e escrevo.
Para
conseguir partilhar os meus poemas em vídeo — seja no YouTube, no blogue
ou nas redes sociais — precisei de aprender tudo do zero: gravação,
iluminação, enquadramento, som, colocação de voz, leitura expressiva,
legendagem, cortes, edições, volumes, ajustes de cor, e até o uso de croma
key para dar mais vida aos cenários.
Aprendi
a criar guiões de filmagem, a regravar vezes sem conta quando
algo não ficava bem, a trabalhar com diferentes programas e a descobrir, aos
poucos, a forma mais autêntica de dar corpo e voz à poesia.
Estou
longe de ser uma profissional da área, mas cada vídeo é 100% feito por mim,
com dedicação, tentativa e erro, e muita vontade de fazer chegar a poesia a
mais pessoas.
Uma
das conquistas mais discretas, mas talvez mais poderosas da minha vida, foi
esta: manter viva a chama da escrita mesmo nos momentos mais difíceis.
Desde
sempre que escrevo. A escrita tem sido a minha bússola, o meu espelho, o meu
refúgio. Ao longo do tempo, tornou-se uma forma de organizar o caos, curar
feridas e celebrar alegrias.
Como
todos, tive os meus desafios: uma separação em 2015, uma doença grave em 2017,
grandes mudanças em 2018, conquistas inesperadas e desilusões profundas. E
mesmo assim, ou talvez por causa disso, continuei a escrever.
Foi
através das palavras — simples, metafóricas ou cruas — que encontrei forma de
me manifestar e de não perder a minha essência.
Essa
chama nunca se apagou. E é por ela que continuo aqui, a partilhar convosco este
caminho.
Uma das minhas maiores conquistas, e
talvez uma das mais íntimas, foi criar o meu próprio estilo e identidade
poética: sou uma poetisa impressionista.
Sendo uma pessoa profundamente visual e
cinestésica, fui desenvolvendo, com o tempo e a sensibilidade, uma forma única
de me expressar. Escrevo como quem pinta, dando pinceladas à realidade com
palavras carregadas de emoção.
Assumir esse lugar, essa marca, essa
voz, sem filtros, sem máscaras, com verdade, foi um grande passo. Há quase 11
anos que cresço neste caminho, partilhando o que vejo, sinto e intuo com
simplicidade e também com coragem.
Assim como o impressionismo na pintura,
também a minha poesia capta momentos fugazes, emoções cruas, imagens vivas,
tudo aquilo que escapa ao olhar distraído e fica gravado na alma de quem sente.
EN:Hello, dear
reader!
One
of my greatest achievements, and perhaps one of the most intimate, was creating
my own poetic style and identity: I am an impressionist poet.
Being
a deeply visual and kinaesthetic person, I developed over time, and through
sensitivity, a unique way of expressing myself. I write as one who paints,
adding brushstrokes to reality with words full of emotion.
Embracing
this place, this mark, this voice, without filters, without masks, with truth,
was a big step. For almost 11 years I have been growing along this path,
sharing what I see, feel and sense with simplicity and also with courage.
Just
like Impressionism in painting, my poetry captures fleeting moments, raw
emotions, vivid images, everything that escapes the distracted eye and stays
engraved in the soul of those who feel.
PT:
Há poemas e histórias que guardo para quem está mais perto. Subscreve as Cartas
Poesias da Nonô e recebe de presente a zine “Metamorfoses de Outono”.
EN:Some poems
and stories I keep for those closest to me. Subscribe to Cartas Poesias da Nonô and
receive the zine “Metamorfoses de Outono” as a gift.