🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Conto de Natal "Este Ano o Pai Natal Veste Azul"

No final de setembro, deparei-me com um convite especial na minha caixa de e-mail: participar na antologia Natal em Palavras - Contos de Natal – III Volume da Chiado Books. Encarei o desafio com entusiasmo, e, no início de outubro, enviei o meu conto. Pouco tempo depois, recebi a resposta: o conto foi aceite! Mal posso esperar para partilhar convosco o texto que agora faz parte, do tomo II, desta obra coletiva. 

Pai Natal Veste Azul

Este Ano o Pai Natal Veste Azul

Era uma manhã movimentada no Polo Norte. A neve caía suavemente lá fora, mas dentro da oficina dos duendes, a azáfama era total. O Pai Natal, como sempre, estava a fazer os últimos preparativos para a grande noite.

"Estás pronto, querido?" perguntou a Mãe Natal, enquanto colocava as últimas bolachas de gengibre numa travessa.

"Prontíssimo! Como todos os anos, minha querida!" respondeu o Pai Natal, ajustando o cinto vermelho no seu volumoso fato vermelho.

Mas, enquanto falava, não reparou na lata de tinta que um duende distraído tinha deixado no chão. Com um tropeção monumental, o Pai Natal caiu desajeitadamente e... SPLASH! A lata de tinta azul virou-se completamente sobre ele.

"Mas o que...?" o Pai Natal olhou para o seu fato, agora de um azul brilhante.

"Ah... bem... isto é.… um look novo?" disse Rodolfo, tentando conter o riso.

"Novo?! É um desastre!" exclamou o Pai Natal, tentando limpar a tinta. "Como é que vou entregar presentes assim?"

A Mãe Natal entrou na sala ao ouvir a confusão e, ao ver o marido todo azul, não conseguiu conter uma gargalhada. "Oh, querido, tens que admitir que o azul até te fica bem!"

"Ficar bem? Eu sou o Pai Natal, não um Smurf!" resmungou ele, ainda mais aborrecido.

"Olha pelo lado positivo," interrompeu Rodolfo, "ninguém vai esperar ver um Pai Natal de azul. Vais ser o maior sucesso deste ano!"

Os duendes, que agora se tinham juntado à cena, também não conseguiam parar de rir. "Sempre podemos dizer que o Polo Norte está a apoiar a equipa dos Elfos Azuis no campeonato!" gritou um dos duendes, provocando mais gargalhadas.

O Pai Natal suspirou, mas depois olhou para o espelho. De facto, o azul não lhe ficava tão mal assim. "Bom, acho que não há tempo para mudar, de qualquer forma. As renas já estão preparadas, e eu tenho presentes para entregar."

A Mãe Natal sorriu e colocou-lhe o gorro, agora também manchado de azul. "Fica-te perfeito, querido. Este ano vai ser diferente, e isso não é necessariamente mau."

Rodolfo acenou com a cabeça, já preso ao trenó. "Isso mesmo, chefe! Vamos mostrar ao mundo que o Pai Natal sabe inovar!"

E assim, com um trenó carregado de presentes e um fato azul brilhante, o Pai Natal partiu para mais uma noite mágica. E, para surpresa de todos, o novo visual foi um sucesso. As crianças acordaram no dia de Natal a falar sobre como o Pai Natal tinha algo diferente naquele ano, mas de uma forma divertida e inesquecível.

E assim ficou a história de como, por uma única noite, o Pai Natal trocou o vermelho tradicional por um azul inesperado... e brilhou como nunca! 

Conto de Natal

Áudio 

Poesias da Nonô

Espero que o conto tenha aquecido o vosso coração e trazido um pouco do espírito natalício! Despeço-me por hoje, mas encontramo-nos na próxima sexta-feira. Até lá, deixo-vos com os meus votos de um Feliz Natal e, como sempre, com muitos Beijos Poéticos!

Até à próxima sexta-feira aqui no blogue! Despeço-me com o nosso habitual cumprimento: Beijos Poéticos


Cumprimento Nonô

M.ª Leonor Costa (Poesias da Nonô)

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