PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — a Nonô. Sou autora e mentora de escrita curativa. Acredito que a poesia não é apenas um género literário, é uma ferramenta de libertação. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e libertam. Aqui, a escrita é uma prática viva: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — Nonô. I am an author and a therapeutic writing mentor. I believe poetry is not just a genre; it is a tool for liberation. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and set you free. Here, writing is a living practice: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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terça-feira, 5 de maio de 2015

Catarse das Palavras: "É tarde…" / Catharsis of Words: "It's Late..."

PT: É tarde…

 

É tarde, demasiado tarde,

para perdoar.

O tempo passou,

mas já nada ficou para desculpar.

 

É triste, muito triste,

sentir que as conversas foram em vão,

uma série de palavras mudas

que não conseguiram despertar a razão.

 

É lamentável e doloroso

o processo da desilusão,

um sentimento de culpa, de falhanço,

e de uma grande frustração.

 

É desejável que tudo isto passe

como um comboio de alta velocidade.

Tudo na vida é efémero,

apesar de nem sempre isso parecer verdade.

 

É tarde para passar uma esponja em tudo,

mas o tempo vai ajudar.

Amanhã já é futuro

e o sol vai novamente brilhar.

 

Escrito a computador: Sentada à secretária em Boticas,

4 de maio de 2015, 15h40

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I

EN: It's Late...

 

It's late, too late

to forgive.

Time has passed,

but there's nothing left to excuse.

 

It's sad, very sad,

to feel that the conversations were in vain,

a series of silent words

that couldn't awaken reason.

 

The process of disillusionment

is unfortunate and painful,

a feeling of guilt, of failure,

and of great frustration.

 

It is desirable for all this to pass

like a high-speed train.

Everything in life is ephemeral,

although that doesn't always seem true.

 

It's too late to just wipe the slate clean,

but time will help.

Tomorrow is already the future,

and the sun will shine again.

 

Written on the computer: Sitting at my desk in Boticas,

May 4, 2015, 3:40 p.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - Passa a batata quente / Pass the hot potato

Passa a batata quente
Assim o problema deixa de ser teu
Que alguém aguente
E solucione aquilo que outro não resolveu.

É assim que se dissolvem
Muitas coisas na atualidade
Os problemas aos outros se devolvem,
Deixando de fazer parte da sua realidade.

A verdade é que o problema continua
sem nenhuma resolução,
Mas alguém aliviou as costas
Com subtileza e educação.

Esta é uma forma incorreta
de pensar e agir
É preciso passar a informação correta
Resolver o problema e não fugir.

Sentada à secretária em Boticas,
escrito a computador,
29 de abril de 2015,
11h50
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


Pass the hot potato
So the problem is no longer yours
Someone holds on
And fix what another did not resolve.

This is how to dissolve
Many things today
The problems to others are returned
Cease to form part of your reality.

The truth is that the problem continues
Without resolution
But someone eased his back
With subtlety and education.

This is an incorrect way
to think and act
We must pass the correct information
Solve the problem and not run away.

At her desk in Boticas,
written on the computer,
on April 29, 2015,
11:50 a.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

domingo, 3 de maio de 2015

Poesias Mundanas / Worldly Poetry - Querida mãe, hoje é o teu dia / Dear mother, today is your day

Mother
Querida mãe, hoje é o teu dia

Querida mãe, hoje é o teu dia,

Em maio, no primeiro domingo do mês.

Não sei se foi por magia,

Mas este ano calhou no dia três.

 

Este é um momento especial

Destinado a todas as mães do mundo

Um filho é um projeto ideal

Esta ligação é um elo muito profundo.

 

Hoje podes rir e chorar

Por todas as provações que tens passado

O teu esforço podes abraçar

O teu trabalho será recompensado.

Poema manuscrito: Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas, 28 de abril de 2015, 9h00
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I
Worldly Poetry
Dear mother, today is your day

Dear mother, today is your day,

In May, the first Sunday of the month.

I don’t know if it was magic

But this year it fell on the third day.

 

This is a special moment

For all the mothers in the world

A child is an ideal project

This bond is a very deep bond.

 

Today you can laugh and cry

For all the trials you've been through

Your effort you can embrace

Your work will be rewarded.
Handwritten poem: Sitting on the bus from Chaves to Boticas,
On 28 April 2015, 9:00 a.m.
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I
Nonô Poetry




sábado, 2 de maio de 2015

Catarse das Palavras: "O sistema está errado" / Catharsis of Words: "The System Is Wrong"

PT: O sistema está errado

 

O sistema está errado;

Portugal está mal estruturado.

Tudo está mal montado;

o contribuinte sai enganado.

 

Não há justiça para nos proteger,

a saúde está-se a perder.

Pagamos sem receber.

Tudo isto me revolta, fiquem vocês a saber.

 

Louco é aquele que todos os dias trabalha

e não há quem lhe valha,

para andar a sustentar gente canalha,

para os quais nada falha.

 

Povo estupidificado

que lamenta o seu triste fado,

sem procurar ver tudo isto mudado,

vive cinzento e acomodado.

 

Governantes gananciosos

que privilegiam os ociosos,

que, do nosso trabalho, saem proveitosos,

e não passam de uns ambiciosos.

 

O sistema tem de mudar.

Cabe a este povo o papel de se revoltar

para voltar a valer a pena trabalhar,

para o bem comum melhorar.

 

Escrito: Sentada à secretária em Boticas, escrito a computador,

29 de abril de 2015, 11h15

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I

Catharsis of Words

EN: The System Is Wrong

 

The system is wrong;

Portugal is poorly structured.

Everything is badly put together;

the taxpayer gets cheated.

 

There's no justice to protect us;

our healthcare is disappearing.

We pay without receiving.

All of this revolts me, just so you know.

 

The mad ones are those who work every day

with no one to stand up for them,

just to support a bunch of scoundrels,

for whom nothing ever fails.

 

A stupefied people

who regret their sad fate,

without seeking to see all this changed,

live gray and complacent lives.

 

Greedy rulers

who favor the idle,

who profit from our work,

and are nothing more than ambitious.

 

The system has to change.

It is up to these people to revolt,

so that working is worthwhile again,

to improve the common good.

 

Written: Sitting at my desk in Boticas, on the computer,

April 29, 2015, 11:15 a.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry


Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Poesias Mundanas / Worldly Poetry - As papoilas no campo / Poppies in the field

As papoilas no campo

As papoilas no campo

Pintalgam a paisagem de encarnado.

Aparecem no relvado verde

Tornam tão bonito o prado.

 

Flores silvestres da primavera

São bonitas de ver

Sinal de vida e de fertilidade

É lindo avistar no campo as papoilas a nascer.

Poema manuscrito: Autocarro de Lisboa com regresso a Chaves,
12 de maio de 2013
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I
Worldly Poetry
Poppies in the field

Poppies in the field

Paint the landscape red.

They appear on the green lawn

They make the meadow so beautiful.

 

Spring wildflowers

Are beautiful to see

Signs of life and fertility

It's beautiful to see the poppies springing up in the field.

Handwritten poem: Lisbon bus with return to Chaves,
May 12, 2013
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I
Nonô Poetry



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