PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Amores Platónicos / Platonic loves - Olhos Carnais / Carnal eyes


Pupilas dilatadas,
Lânguido olhar
Os teus desejos tentas esconder
Não te consegues enganar.

A natureza fala mais alto
Os outros te faz esquecer
Até te tentas controlar,
Mas não te consegues conter.

Instinto animal
Imperfeições da evolução
Quando o lado irracional
Consegue superar a razão.

Mem-Martins, Sintra, Portugal,
Poema escrito no computador,
28 de janeiro de 2018,
18h39,
Dilated pupils,
Languid looking
Your wishes you try to hide
You can’t fool yourself.

Nature speaks louder
The others make you forget
Until you try to control yourself,
But you cannot help it.

Animal instinct
Evolution imperfections
When the irrational side
Can overcome reason.

Mem-Martins, Sintra, Portugal,
Poem written on the computer,
January 28, 2018,
6:39 p.m.,

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