PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — criadora de Poesias da Nonô. Como escritora, artista, performer e formadora, acredito que a poesia não é apenas um género literário, mas sim uma ferramenta viva de libertação e Biblioterapia. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e transformam. Aqui, a escrita é um território de encontro: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — creator of Poesias da Nonô. As a writer, artist, performer, and trainer, I believe poetry is not just a literary genre, but a living tool for liberation and bibliotherapy. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and transform. Here, writing is a territory of encounter: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

💌PT: Contacto / 💌EN: Get in touch:

marialeonorcost@gmail.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O que se leva desta vida / What we take of this life

São os bons momentos vividos
As boas comidas saboreadas
Os sentimentos sentidos
As estridentes gargalhadas.

São os agradáveis convivios
Todas as aprendizagens
São os beijos apetecidos
São as nossas viagens.

As boas acção que fazemos
Os agradecimentos recebidos
Tudo o que não nos arrependemos
Os gestos merecidos.

O que se leva desta vida
É uma história individual
Um percurso de descoberta
Uma peregrinação espiritual.

Sentada na minha cama,
no dia 10 de Novembro de 2015,
escrito à mão
23h54

Are the good moments lived
The enjoyed good food
Feelings senses
The raucous laughter.

Are pleasant gatherings
All the learnings
Are the desire kisses
Are our trips.

The good action we do
The received Thanks
All that we have not regretted
The deserved gestures.

What we take of this life
It is an individual story
A route of discovery
A spiritual pilgrimage.

I am sitting on my bed,
on November 10, 2015,
handwritten

11:54 p.m

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Olha para mim / Look at me

Olha para mim
Devora-me com o teu olhar
És livre para ver
Mas não me podes tocar.

Satisfaz-te com a tua fantasia
Podes-me imaginar nua
Podes desejar-me como quiseres
Mas jamais serei tua.

Olha-me com o teu olhar
Fotografa-me com a tua mente
Autorizo-te a comigo sonhar
Mas o meu corpo não te pertence.

Para me conseguires conhecer
Terás de me respeitar
Não sou uma mulher comum
E muito menos vulgar.

Sentada na mesa da cozinha,
no dia 10 de Novembro de 2015,
escrito à mão
8h08

Look at me
Devour me with your look
You are free to view
But you can’t touch me.

Satisfies you with your fantasy
You can imagine me naked
You can wish me as you like
But I will never be yours.

Look at me with your look
Shoot me with your mind
I authorize you to dream with me
But my body does not belong to you.

In order to get to know me
You must respect me
I am not an ordinary woman
Much less common.

Sitting at the kitchen table,
on November 10, 2015,
handwritten

8:08 a.m.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Catarse das Palavras: "Ao som das palavras" / Catharsis of Words: "To the Sound of Words"

PT: Ao som das palavras

 

Ao som das palavras

Canto reflexões,

Melodias soltas

Que são danças e canções.

 

No tom dos conceitos

Que encerram ideias,

Escrevo sem preconceitos

Sobre coisas belas e feias.

 

Deito para fora

O meu pensar,

Reflito sobre a vida

Que assim deixa de pesar.

 

Canto com melodia

Cada tema que me procura.

Escolho cada palavra

Que reunida é uma cura.

 

Escrito à mão: Sentada na mesa da cozinha, 10 de novembro de 2015, 7h57


Catharsis of Words

EN: To the Sound of Words

 

To the sound of the words

I sing reflections,

Loose melodies

That are dances and songs.

 

In the tone of the concepts

That enclose ideas,

I write without prejudice

About things beautiful and ugly.

 

I pour out

My thinking.

I reflect on life,

Which thus ceases to weigh on me.

 

I sing with melody

Each subject that finds me.

I choose every word

Which, when reunited, is a cure.

 

Handwritten poem: Sitting at the kitchen table,

November 10, 2015, 7:57 a.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Haiku, Haikai , 俳句

As promessas foram feitas
Para serem quebradas.
Os compromissos são a dois.


Sentada à secretária no meu quarto
no dia 2 de Janeiro de 2016,
escrito à mão



The promises were made
To be broken.
The Commitments are for two.

Sitting at the desk in my room
on 2 January 2016,

handwritten

sábado, 23 de janeiro de 2016

Sei onde estou / I know where I am

Sei onde estou
Não sei para onde vou
Perdi a minha bússola
O meu caminho desnorteou.

Sei o momento
Prevejo o agora que estou a viver
É neste minuto presente
Que sei o que está a acontecer.

Desconheço o amanhã
Não antevejo o futuro
Espero que me sorria
E que seja um pouco seguro.

Tenho consciência das circunstâncias
Do instante neste lugar
Sei onde me encontro agora
Amanhã poderei já não estar.

Sentada na minha cama,
no dia 9 de Novembro de 2015,
escrito à mão
21h54

I know where I am
I do not know where I'm going
I lost my compass
My way bewildered.

I know the moment
I predict now that I am living
It is in this minute present
I know what is happening.

I ‘am unaware of tomorrow
I do not foresee the future
I hope it smiles to me
And it's a little safe.

I am aware of the circumstances
The moment in this place
I know where I am now
Tomorrow I can no longer be.

Sitting on my bed,
on November 9, 2015,
handwritten

9:54 p.m

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