PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sábado, 23 de janeiro de 2016

Sei onde estou / I know where I am

Sei onde estou
Não sei para onde vou
Perdi a minha bússola
O meu caminho desnorteou.

Sei o momento
Prevejo o agora que estou a viver
É neste minuto presente
Que sei o que está a acontecer.

Desconheço o amanhã
Não antevejo o futuro
Espero que me sorria
E que seja um pouco seguro.

Tenho consciência das circunstâncias
Do instante neste lugar
Sei onde me encontro agora
Amanhã poderei já não estar.

Sentada na minha cama,
no dia 9 de Novembro de 2015,
escrito à mão
21h54

I know where I am
I do not know where I'm going
I lost my compass
My way bewildered.

I know the moment
I predict now that I am living
It is in this minute present
I know what is happening.

I ‘am unaware of tomorrow
I do not foresee the future
I hope it smiles to me
And it's a little safe.

I am aware of the circumstances
The moment in this place
I know where I am now
Tomorrow I can no longer be.

Sitting on my bed,
on November 9, 2015,
handwritten

9:54 p.m

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