PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — a Nonô. Sou autora e mentora de escrita curativa. Acredito que a poesia não é apenas um género literário, é uma ferramenta de libertação. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e libertam. Aqui, a escrita é uma prática viva: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — Nonô. I am an author and a therapeutic writing mentor. I believe poetry is not just a genre; it is a tool for liberation. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and set you free. Here, writing is a living practice: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Olha para mim / Look at me

Olha para mim
Devora-me com o teu olhar
És livre para ver
Mas não me podes tocar.

Satisfaz-te com a tua fantasia
Podes-me imaginar nua
Podes desejar-me como quiseres
Mas jamais serei tua.

Olha-me com o teu olhar
Fotografa-me com a tua mente
Autorizo-te a comigo sonhar
Mas o meu corpo não te pertence.

Para me conseguires conhecer
Terás de me respeitar
Não sou uma mulher comum
E muito menos vulgar.

Sentada na mesa da cozinha,
no dia 10 de Novembro de 2015,
escrito à mão
8h08

Look at me
Devour me with your look
You are free to view
But you can’t touch me.

Satisfies you with your fantasy
You can imagine me naked
You can wish me as you like
But I will never be yours.

Look at me with your look
Shoot me with your mind
I authorize you to dream with me
But my body does not belong to you.

In order to get to know me
You must respect me
I am not an ordinary woman
Much less common.

Sitting at the kitchen table,
on November 10, 2015,
handwritten

8:08 a.m.

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