PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — criadora de Poesias da Nonô. Como escritora, artista, performer e formadora, acredito que a poesia não é apenas um género literário, mas sim uma ferramenta viva de libertação e Biblioterapia. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e transformam. Aqui, a escrita é um território de encontro: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — creator of Poesias da Nonô. As a writer, artist, performer, and trainer, I believe poetry is not just a literary genre, but a living tool for liberation and bibliotherapy. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and transform. Here, writing is a territory of encounter: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

💌PT: Contacto / 💌EN: Get in touch:

marialeonorcost@gmail.com

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Minha querida utopia / My dear utopia

Minha querida utopia,
Meu reino da igualdade
Meu recanto de magia
Minha terra da oportunidade.

Por lá todos são iguais
E todos se entreajudam
Até há respeito pelos animais
E por aqueles que nunca mudam.

Meu mundo ideal
Onde não há fome, nem sofrimento
Onde todos os dias são Natal
E há sempre vida e movimento.

Meu sonho de vida
Meu castelo de areia
Minha viagem de ida
Numa doce boleia.

Sentada à secretária no meu quarto
no dia 13 de Novembro de 2015,
escrito à mão
19h06



My dear utopia,
My kingdom of equality
My magic nook
My land of opportunity.

Over there are all equal
And all help each other
Until there is respect for animals
And for those who never change.

My ideal world
Where there is no hunger or suffering
Where every day is Christmas
And there's always life and motion.

My dream life
My sand castle
My round-trip
In a sweet ride.

Sitting at the desk in my room
on November 13, 2015,
handwritten

7:06 p.m

domingo, 31 de janeiro de 2016

Haiku, Haikai , 俳句

Coração apertado
Estômago a arder.
Um chá fumegante.


22de Janeiro de 2016,
escrito à mão



Sinking heart
Stomach burning.
A steaming tea.

22 January 2016,

handwritten

sábado, 30 de janeiro de 2016

Seguir firme sempre para a frente / Always follow straight ahead

Seguir sempre o mesmo caminho
É limitado e desinteressante
É repetir os mesmos erros e gestos
E pouco empolgante.

Traçar sempre o mesmo trajecto
Só pode conduzir ao marasmo
É seguir sem projecto
É limitado como o de um asno.

Cumprir sempre a mesma rotina
Sem sair da linha de conforto
É pouco estimulante
É como estar morto.

É preciso arriscar
Ousar fazer diferente
Não ter medo de mudar
Seguir firme sempre para a frente.

Sentada à secretária, Agualva
no dia 11 de Novembro de 2015,
escrito à mão
17h15


Always follow the same path
It is limited and uninteresting
It is repeating the same mistakes and gestures
It is little exciting.

Always trace the same route
It can only lead to stagnation
It is follow without project
It is bordered like a donkey.

Always observe the same routine
Without leaving the comfort line
It is not very stimulating
It's like being dead.

We must risk
Dare to do differently
Do not be afraid to change
Always follow straight ahead.

Sitting at desk, Agualva
on November 11, 2015,
handwritten

5:15 p.m

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Onde é a festa? / Where's the party?

A festa é aqui,
É agora,
Neste instante
A cada momento
É de dia
É pela noite dentro.

A festa é hoje
E pode continuar amanhã
Foi ontem
É sempre que se queira
Porque festejar é estar vivo.

Sentada na mesa da cozinha,
no dia 11 de Novembro de 2015,
escrito à mão
7h55


The party is here,
And now,
at this instant
At every moment
It's by day
It is all night long.

The party is today
And can continue tomorrow
It was yesterday
It's whenever you want
Because party is to be alive.

Sitting at the kitchen table,
on November 11, 2015,
handwritten

7:55 a.m.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Catarse das Palavras: "Contigo" / Catharsis of Words"With You"

PT: Contigo

 

Contigo aprendi o valor do respeito,

Como é importante amar,

A entender o valor do tempo,

A de mim própria cuidar.

 

Ensinaste-me os limites do amor,

Retiraste-me toda a ilusão,

Sem piedade nem pudor,

Destroçaste o meu coração.

 

Tudo passou a ter outro sentido.

O mundo com uma nova visão.

Maldito cupido,

Que atirou a flecha na escuridão.

 

Agora tudo mudou,

Eu estou em primeiro lugar.

Contigo já não estou,

Mas apesar de tudo continuo a te respeitar.

 

Escrito à mão: Sentada na minha cama, 11 de novembro de 2015, 24h08

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: With You

 

With you I learned the value of respect,

How important it is to love,

To understand the value of time,

To take care of myself.

 

You taught me the limits of love,

You stripped me of all illusion,

Without mercy or shame,

You destroyed my heart.

 

Everything now has another meaning,

The world with a new vision.

Cursed Cupid,

Who shot the arrow in the dark.

 

Now everything has changed;

I am first.

I am no longer with you,

But after all, I still respect you.

 

Handwritten poem: Sitting on my bed, November 11, 2015, 12:08 a.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

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