PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — criadora de Poesias da Nonô. Como escritora, artista, performer e formadora, acredito que a poesia não é apenas um género literário, mas sim uma ferramenta viva de libertação e Biblioterapia. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e transformam. Aqui, a escrita é um território de encontro: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — creator of Poesias da Nonô. As a writer, artist, performer, and trainer, I believe poetry is not just a literary genre, but a living tool for liberation and bibliotherapy. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and transform. Here, writing is a territory of encounter: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

💌PT: Contacto / 💌EN: Get in touch:

marialeonorcost@gmail.com

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Poesias Mundanas / Worldly poetry - Há uma linha ténue que separa / There is a fine line separating

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Há uma linha ténue que separa
O ontem do hoje
O centro do meio
O passeio da estrada.

Uma rua da outra
Os limites de alguém
A vida da morte
O aqui do além.

O riso do choro
A alegria da tristeza
A água da terra
A riqueza da avareza.

Linhas invisíveis
Facilmente ignoradas
Apenas os mais sensíveis
As veem como demarcadas.

Comboio (Cacém)
Poema manuscrito,
22 de janeiro de 2019
8h24

There is a fine line separating
Yesterday of today
The center of the medium
The tour of the road.

One street from the other
The limits of someone
The life of death
The here of the beyond.

The cry of laughter
The joy of sadness
The water of the earth
The wealth of avarice.

Invisible lines
Easily ignored
Only the most sensitive
They see them as demarcated.

Train (Cacém)
Handwritten poem,
January 22, 2019
8:24 a.m.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - A estranha probabilidade / The strange probability

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 A estranha probabilidade
De algo acontecer
A mesma situação
Sempre a aparecer.

Nomes, números, datas
Déjávus, locais e repetições
Algo que para nós faz sentido
Não são ilusões.

Olhando em retrospetiva
Como se um puzzle fosse montado
São as escolhas que fazemos?
Ou já esta tudo predestinado?

Analepses e prolepses
Sonhos e memórias
Estranhas coincidências
Cíclicas nas nossas histórias.

Comboio (Rio-de-mouro)
Poema manuscrito,
22 de janeiro de 2019
8h19

The strange probability
Something happen
The same situation
Always to appear.

Names, numbers, dates
Dejavus, locations and repetitions
Something that makes sense to us
They are not illusions.

Looking Backwards
As if a puzzle were assembled
Are the choices we make?
Or is everything already predestined?

Analepses and prolepses
Dreams and memories
Strange coincidences
Cyclics in our stories.

Train (Rio-de-Mouro)
Handwritten poem,
January 22, 2019
8:19 a.m.



sábado, 16 de fevereiro de 2019

Quadras/ Quatrains: Ninho de vespas / Wasp nest

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Ninho de vespas asiáticas
E de víboras venenosas
Grutas escuras
Feras cavernosas.

Comboio (Benfica),
Quadra manuscrita,
4 de fevereiro de 2019,
17h19

Asian Wasps Nest
And poisonous vipers
Dark caves
Cavernous beasts.

Train (Benfica),
Manuscript quatrain,
February 4, 2019,
5:19 p.m.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Amores Platónicos / Platonic Loves - Sem Valentim / Without Valentine

Without Valentine
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 Sem Valentim

Também se passa um bom dia
Com amigos ou sozinha
Sempre em boa companhia

Mais um dia de amor
Assim assinalado
Virado para o amor-próprio
Que também deve ser celebrado.

Dia dos namorados
E dos que têm corações vivos
Sozinhos ou acompanhados
Celebram-se momentos festivos.

Banho de imersão
Jantar à luz das velas
Amor espalhado aos quatro cantos
Em todas as coisas verdadeiramente belas.

Comboio (Monte Abraão)
Poema manuscrito,
30 de janeiro de 2019
8h26

Without Valentine
It's also a good day.
With friends or alone
Always in good company.

Another day of love
Marked like this
Turned to self-esteem
That should also be celebrated.

Valentine's Day
And of those who have living hearts
Alone or accompanied
Celebrations are celebrated.

Immersion bath
Candlelight dinner
Love spread to four corners
In all things truly beautiful.

Train (Monte Abraão)
Handwritten poem,
January 30, 2019
8:26 a.m.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - Vampiros sociais / Social vampires

Social vampires
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Vampiros sociais
Drenam as nossas energias
Estranhos manipuladores
De várias tipologias.

Sem morder o pescoço
Mas como se o fizessem
Causam desconfortos
Que nem sempre desaparecem

Na sua presença
Podemos desfalecer
Camuflados no meio de nós
Sem se darem a conhecer.

Caninos afiados
Em palavras, gestos ou ações
Só os mais sensíveis
Detetam estas aparições

Comboio (Benfica)
Poema manuscrito,
21 de janeiro de 2019
8h40

Social vampires
Drain our energies
Strange manipulators
Of different types.

Without biting the neck
But as if they did
Causes discomforts
That do not always disappear

In his presence
We can faint
Camouflaged in the middle of us
Without making themselves known.

Sharp Canines
In words, gestures or actions
Only the most sensitive
They detect these apparitions.

Train (Benfica)
Handwritten poem,
January 21, 2019

8:40 a.m


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