PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — criadora de Poesias da Nonô. Como escritora, artista, performer e formadora, acredito que a poesia não é apenas um género literário, mas sim uma ferramenta viva de libertação e Biblioterapia. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e transformam. Aqui, a escrita é um território de encontro: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — creator of Poesias da Nonô. As a writer, artist, performer, and trainer, I believe poetry is not just a literary genre, but a living tool for liberation and bibliotherapy. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and transform. Here, writing is a territory of encounter: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

O livro que não li / The book I haven’t read

O livro que não li

As lágrimas que não chorei

O romance que não vivi

Mas que na minha mente criei.


A história que não escrevi

O sonho que sonhei

O tempo que esperei por ti

E não te encontrei.


Tudo aquilo que vivi

E num papel não despejei

O que por dentro senti

E não planeei.


As páginas que não vi

Nem tão pouco folheei

Os cheiros do que não li

Mas que por instantes imaginei.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Barcarena)

no dia 15 de março de 2016,

escrito à mão

22h11

The book I haven’t read

The tears I did not cry

The novel that I have not lived

But in my mind I created.


The story I did not write

The dream I dreamed

The time I waited for you

And I didn’t found you.


All that I lived

And in a paper not dumped

What inside I felt

And not planned.


The pages that I haven’t seen

Nor leafed

The smells of what I haven’t read

But for a moment I imagined.

Sitting on the train from Sintra line (Barcarena)

on March 15, 2016,

handwritten

10:11 p.m.

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