PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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terça-feira, 19 de abril de 2016

Puzzle

És a peça que me faltava
Para recompor o meu coração
És aquilo que preciso
Só não sei se tens a noção.

És parte do meu ser
Uma aparição
Ainda não me deves conhecer
És do passado uma reencarnação.

És aquele por quem espero
Para os meus momentos de solidão
És confiante e sereno
Não resisto à tentação.

Mil peças reuni
De uma imensa confusão
Tu tornaste-te real
No meio da multidão.

Gare de comboios de Entrecampos
no dia 22 de março de 2016,
escrito à mão
21h43

You're the missing piece that misses me
To restore my heart
You are what I need
Just don’t know if you've got the notion.

You're part of my being
an appearance
You still must know not me
You're a reincarnation of the past.

You're the one for whom I hope
For my moments of solitude
You are confident and serene
I can’t resist.

Thousand pieces I gathered
Of an immense confusion
Thou hast become real
In the middle of the crowd.

Gare de Entrecampos train
on March 22, 2016,
handwritten

9:43 p.m.

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