PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — a Nonô. Sou autora e mentora de escrita curativa. Acredito que a poesia não é apenas um género literário, é uma ferramenta de libertação. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e libertam. Aqui, a escrita é uma prática viva: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — Nonô. I am an author and a therapeutic writing mentor. I believe poetry is not just a genre; it is a tool for liberation. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and set you free. Here, writing is a living practice: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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sábado, 20 de junho de 2015

Catarse das Palavras: "Maldita Borboleta" / Catharsis of Words: "Damn Butterfly"

PT: Maldita Borboleta

 

Maldita borboleta

que bateu as asas para esvoaçar

e que inspirou o poeta

com a sua vontade de se libertar.

 

Ela encolheu-se muito tempo,

não brilhando no seu esplendor,

vencida pelo contratempo,

escondeu a sua dor.

 

Reprimiu os seus ímpetos

até ao limite das suas forças,

perdeu-se em dialetos,

permanecendo solitária como as corças.

 

Farta de brincar às casas

e de se limitar,

ela abriu as suas coloridas asas,

redescobrindo o prazer de voar.

 

Poema manuscrito: Mem-Martins, sentada à secretária,

18 de junho de 2015, 22h27

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: Damn Butterfly

 

Damn butterfly

who beat her wings to flutter,

and inspired the poet

with her desire to be free.

 

She shrank for a long time,

not shining in her splendor.

Overcome by the setback,

she hid her pain.

 

She repressed her impulses

to the limits of her strength,

lost in dialects,

remaining solitary like a deer.

 

Tired of playing house

and limiting herself,

she opened her colorful wings,

rediscovering the joy of flying.

 

Handwritten poem: Mem-Martins, sitting at my desk,

June 18, 2015, 10:27 p.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Catarse das Palavras: "Saudades de viajar" / Catharsis of Words: "Missing Travel"

PT: Saudades de viajar

 

Tenho saudades de viajar,

para lá de onde me leva a imaginação.

De partir à descoberta do mundo,

levando apenas um mapa na mão.

 

Há culturas por descobrir,

pessoas novas para conhecer,

doces momentos para usufruir,

deixar a aventura acontecer.

 

A novidade atrai-me,

faz pulsar o meu coração.

Ficar presa por muito tempo

não é para mim, não.

 

Poema manuscrito: Agualva-Cacém, sentada à secretária,

17 de junho de 2015, 12h47

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: Missing Travel

 

I miss traveling,

beyond where my imagination takes me.

Setting off to discover the world,

with only a map in my hand.

 

There are cultures to discover,

new people to meet,

sweet moments to enjoy,

to let the adventure happen.

 

Novelty attracts me;

it makes my heart race.

Being stuck for a long time

is just not for me.

 

Handwritten poem: Agualva-Cacém, sitting at my desk,

June 17, 2015, 12:47 p.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Catarse das Palavras: "Solteira de fresco" / Catharsis of Words: "Newly Single"

PT: Solteira de fresco

 

Sou solteira de fresco,

não devo nada a ninguém.

Reaprendo o sabor da liberdade,

que, confesso, sabe tão bem.

 

Não lamento o que deixei para trás,

pois já nada me dizia.

Agora encontro-me em paz,

voltei a sentir alegria.

 

Pouco deixei ficar por lá

que, para mim, representasse uma prisão.

Agora sinto felicidade por cá,

sentimento que brota do meu coração.

 

Poema manuscrito: Agualva-Cacém, Café Seara, 

16 de junho de 2015, 8h58

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: Newly Single

 

I'm newly single;

I owe nothing to anyone.

I'm rediscovering the taste of freedom,

which, I confess, tastes so good.

 

I don't regret what I left behind,

because it no longer spoke to me.

Now I find myself at peace;

I've started to feel joy again.

 

I left little behind

that, to me, represented a prison.

Now I feel happiness here,

a feeling that springs from my heart.

 

Handwritten poem: Agualva-Cacém, Café Seara, 

June 16, 2015, 8:58 a.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry




Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Poesias Mundanas / Worldly Poetry - A vida é como o vento / Life is like the wind

A vida é como o vento 

Empurra a porta para sair

Puxa-a para conseguires entrar

Quando quiseres podes ir,

Mas também podes escolher ficar.

 

Um sentimento de liberdade

Para quem sabe bem o que quer

A mais bela das verdades

Venha aquilo que vier.

 

Um sorriso nos lábios

Um brilho no olhar

Um modo de vida para sábios

Que muito pode ajudar!

 

A vida é como o vento

Com intensidade e presença

Tem de ser vivida em cada momento

Com felicidade e pertença.

Poema manuscrito: Agualva-Cacém, sentada à secretária,
15 de junho de 2015, 15h40
In Costa, M.ª Leonor, Poesias Mundanas. Vol. I
Worldly Poetry

Life is like the wind

Push the door to get out

Pull it to get in

When you want you can go,

But you can also choose to stay.

 

A feeling of freedom

For those who know well what they want

The most beautiful of truths

No matter what happens.

 

A smile on the lips

A gleam in the eye

A way of life for the wise

That can help so much!

 

Life is like the wind

With intensity and presence

Must be lived each moment

With happiness and belonging.

Handwritten poem: Agualva-Cacém, sitting at desk,
15 June 2015, 3:40 p.m.
In Costa, M.ª Leonor, Worldly Poetry. Vol. I
Nonô Poetry

terça-feira, 16 de junho de 2015

Catarse das Palavras: "Uma nova vida" / Catharsis of Words: "A New Life"

PT: Uma nova vida

 

Uma nova vida

numa velha habitação,

estabelecendo uma nova rotina,

regressando onde ficou o coração.

 

Tudo parece tão estranhamente familiar;

pouco ou nada mudou.

Não foi difícil regressar;

até parece que o tempo não passou.

 

Uma mudança tranquila,

sem grande agitação,

uma criança reguila

da qual guardo a recordação.

 

Outrora tão longe,

agora bem perto,

sentindo no peito

que agora tudo bate certo.

 

Poema manuscrito: Agualva-Cacém, sentada à secretária,

15 de junho de 2015, 15h22

In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.

EN: A New Life

 

A new life

in an old home,

establishing a new routine,

returning to where my heart stayed.

 

Everything seems so strangely familiar;

little or nothing has changed.

It wasn't hard to return;

it even seems as if time hasn't passed.

 

A quiet change,

without much commotion,

a mischievous child

whose memory I keep.

 

Once so far,

now so close,

feeling in my chest

that everything is just right now.

 

Handwritten poem: Agualva-Cacém, sitting at my desk,

June 15, 2015, 3:22 p.m.

In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

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