PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Eu depois de mim / I after me

Já nada será como dantes
Algo mudou dentro de mim
Todo o peso se foi
Já nada me parece ruim.

Fui buscar forças onde não tinha
Para descobrir um novo eu
Encaro tudo como uma oportunidade
Que a vida me deu.

Morri e renasci
Vi tudo a se desvanecer
O eu que saio de mim
É em tudo um novo ser.

Sentada ao computador no meu quarto, em casa dos meus pais
Poema manuscrito
10 de outubro de 2017
0h36


Nothing will be like before
Something has changed inside of me.
All the weight is gone
Nothing ever seems bad to me.

I went to get strength where I did not have
To discover a new self
I regard everything as an opportunity
That life gave me.

I died and I was reborn
I saw everything fade
The self that leaves me
It is a new being in everything.

Sitting at the computer in my room at my parents' house.
Handwritten poem
October 10, 2017

00:36 a.m.

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