PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — a Nonô. Sou autora e mentora de escrita curativa. Acredito que a poesia não é apenas um género literário, é uma ferramenta de libertação. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e libertam. Aqui, a escrita é uma prática viva: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — Nonô. I am an author and a therapeutic writing mentor. I believe poetry is not just a genre; it is a tool for liberation. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and set you free. Here, writing is a living practice: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

“A Recusa do Amor” de Filipa Leal in Este poema não é meu e “Amor Bandido” de Nonô in Diálogo entre poemas– Fevereiro de 2021 - Mês do Amor

 Podcast

Vídeo

Filipa Leal

Este poema não é meu
Filipa Leal

Este poema não é meu

“A Recusa do Amor”

Filipa Leal (nascida em 1979)

Não temos uma arma apontada à cabeça,

dizias-me. Mas era impossível que não visses,

impossível. Eu ao teu lado com aquela dor

no pescoço, imóvel, cuidadosa, o cano frio

na minha testa, a vida a estoirar-me

a qualquer momento. Era impossível que não visses

o revólver que levava sempre comigo. Por isso dormia

virada para o outro lado, não era por me dar mais jeito

aquele lado, era por me dar mais jeito

não morrer quando nos víamos,

era para dormir contigo só mais esta vez,

sempre só mais esta vez,

sempre com o meu amor a virar-se de costas,

sempre com o teu amor apontado à cabeça.

Poemas da Nonô


Diálogo entre Poemas

“Amor Bandido”

Nonô (nascida em 1975)

Podemos sempre escolher qual o caminho que queremos

percorrer. Mas essa escolha não é fácil de fazer. Não

importa o que os outros vejam. No fim é nossa a decisão.

Vamos sentir dores no corpo, até pararmos de sentir o que

quer que seja. Vai doer no peito, na barriga e na cabeça,

mas é na alma que o registo da dor se torna mais profundo.

À nossa volta muitos notam. A dor revela-se na fisiologia,

nos pensamentos e nas nossas ações. Um amor não

correspondido pode se tornar numa série de encontros

superficiais, que no fim magoam, muito mais do que a

rutura. Só mais uma vez é assim a nossa falta de coragem

para deixar para trás, o que só mal nos faz. Uma e outra

vez só aumenta as marcas do problema vivido. Na nossa

descoberta do Eu, quem nunca viveu um amor bandido?


 Mem-Martins (minha secretária), sexta-feira,22 de janeiro de 2021, 6h36

Nonô (MLeonor Costa)

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