PT: Diz-me... já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá! O meu nome é M.ª Leonor Costa, mas para ti, sou apenas a Nonô. Mais do que uma autora de 5 livros e participante em mais de 60 obras coletivas, sou uma alma que se recusa a ver o mundo a preto e branco. Este blogue é o meu palco e o meu refúgio. Aqui dou vida a Haikus, Contos, Romances e outras artes que ganham vida e sussurram verdades. Seja como júri em concursos ou a contar-te 'estórias' ao pé do ouvido. Da rádio aos eventos ao vivo, a minha voz é o fio que nos une nesta comunidade de Amigos da Nonô. O meu convite é sente a escrita, descobre o detalhe e deixa que a poesia seja também a tua linha de vida. 🌸✨
EN: Tell me... have you ever felt that words have colors? 🎨 Hello! My name is M.ª Leonor Costa, but to you, I am simply Nonô. More than an author of 5 books and a participant in over 60 collective works, I am a soul who refuses to see the world in black and white. This blog is my stage and my sanctuary. Here, I bring to life Haikus, Short Stories, Novels, and other arts that come alive and whisper truths. Whether as a jury member in competitions or telling you 'stories' in your ear. From radio to live events, my voice is the thread that unites us in this community of Friends of Nonô. My invitation is: feel the writing, discover the details, and let poetry be your lifeline too. 🌸✨

💌PT: Contacto / 💌EN: Get in touch:

poesiasdanono@gmail.com

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - Calminha, o tanas / Calm, my ass

Calm, my ass
Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor
Calminha, o tanas
Há causas que não agarro
Guerras que não são minhas
De nós me desamarro.

De que me adianta gritar,
Espernear, estrebuchar,
Se nada vai mudar
Na decisão já tomada.

A dor que ninguém vê
Guardo dentro de mim
Numa fogueira que não tem como arder
Um dia o fogo chega ao fim.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Rio de Mouro),
Poema manuscrito,
13 de setembro de 2018
8h15

Calm, my ass
There are causes that I do not grasp
Wars that are not mine
From us I untie myself.

What good is it to shout,
Spur, to shudder,
If nothing is going to change
In the decision already made.

The pain no one sees
I keep inside myself
In a bonfire that can’t burn
One day the fire comes to an end.

Sitting on the train line of Sintra (Rio de Mouro),
Handwritten poem,
September 13, 2018
8:15 a.m.

Sem comentários:

Enviar um comentário

📩💖Formulário de Contacto / 📩💖 Contact Form

Nome

Email *

Mensagem *