🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 22 de março de 2019

Diálogo entre poemas / Dialogue between poems: Primavera / Spring - David Mourão-Ferreira

Imagem retirada da Internet / Image taken from the Internet
Renascer na Privavera (Nonô)

O amor morre e nasce
Numa pulsação
Mesmo naqueles que outrora
Quiseram morrer
Para pararem de sofrer
Numa nova aurora,

Nem todos percebem o choro da desilusão
Pranto de indignação
Para voltar a viver
Morrer para renascer
Recompondo a visão
Um novo mundo de ilusão.

Torna-se possível viver sem ti
Perceber que não te perdi
Depois de algum tempo de solidão
Voltar à razão…
Claro que sobrevivi
E me reconstrui.

O hoje não é o que era
Acalmei a minha fera
Numa nova estação
A natureza impera
Tudo se torna bênção
No renascer da primavera.

Sentada à secretária em minha casa
22 de março de2019
1h24


***
Primavera 
David de Jesus Mourão-Ferreira 
(24/02/1927 – 16/06/1996)

Todo o amor que nos
Prendera
como se fora de cera
se quebrava e desfazia
ai funesta primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

E condenaram-me a tanto
viver comigo meu pranto
viver, viver e sem ti
vivendo sem no entanto
eu me esquecer desse encanto
que nesse dia perdi

Pão duro da solidão
é somente o que nos dão
o que nos dão a comer
que importa que o coração
diga que sim ou que não
se continua a viver

Todo o amor que nos
Prendera
se quebrara e desfizera
em pavor se convertia
ninguém fale em primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

***
Reborn in the Spring (Nonô)

Love dies and is born
In one heartbeat
Even in those who once
They wanted to die
To stop suffering
At a new dawn,

Not everyone realizes the cry of disillusionment
Weeping of indignation
To return to live
Dying to be reborn
Recomposing the vision
A new world of illusion.

It becomes possible to live without you.
Realize I did not lose you
After some time of solitude
Back to reason ...
Of course I survived
And rebuild me.

Today is not what it was.
I calmed my beast
In a new season
Nature reigns
Everything becomes blessing
In the rebirth of spring.

Sitting at my desk in my house
March 22, 2019
1:24 a.m.
***
Spring
David de Jesus Mourão-Ferreira
(02/24/1927 - 06/16/1996)

All the love that we
will fasten
as if out of wax
it broke and undone
oh how freaky spring
I wish I could
to have died that day.

And they condemned me to so much
live with me, my cry
live and live without you
living without
I forgot that charm
that I lost that day.

Solitude hard bread
it's only what they give us
what they give us to eat
that it matters that the heart
say yes or no
if you continue to live.

All the love that we
Will fasten
it broke and I undid
in dread it became
no one speaks in spring
I wish, who gave us
to have died that day.


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