PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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segunda-feira, 25 de março de 2019

Poesias Mundanas / Worldly poetry - Sozinha em casa / Home alone

Imagem retirada da Internet / Image taken from the Internet
Sozinha em casa
Todos os dias do ano
Segura e refugiada
Do pensamento mundano.

Sou dona do meu tempo
Impera a minha vontade
Tudo posso fazer
Gozo de liberdade.

Preencho o silêncio
Com música sempre a passar
Nem ligo a TV
Dá-me espaço para imaginar.

Por minha conta e risco
Torno-me independente
Sei que tudo muda
Assim de repente.

Comboio (Monte Abraão),
Poema manuscrito,
26 de fevereiro de 2019,
7h29

Home alone
Every day of the year
Safe and refugee
Of worldly thought.

I own my time.
It is my will
All I can do
I enjoy freedom.

I fill the silence
With music always passing
I will not even turn on the TV.
Give me space to imagine.

At my own risk
I become independent
I know that everything changes
So suddenly.

Train (Monte Abraão),
Handwritten poem,
February 26, 2019,
7:29 a.m.

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