PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Catarse das Palavras / Catharsis of Words - O cliente tem sempre razão / The customer is always right

Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor
O cliente tem sempre razão
Até ao momento que a perde
Levado por impulsos irracionais
A sua paciência ferve.

Cansado de reclamar
Face a um interlocutor autista
Deixando de acreditar
Cansado talvez desista.

Interpola e extrapola
Escreve num livro os seus lamentos
Até que lhe salta a mola
E os seus impulsos tornam-se violentos.

Um sistema pesado
E muito mal conduzido
Leva muitos ao desespero
Deixando o seu cliente esquecido.
Alvalade, Lisboa, Portugal,
Poema escrito a computador,
22 de maio de 2018,
14h24

The customer is always right
Until he loses it
Driven by irrational impulses
His patience boils.

Tired of complaining
Faced with an autistic interlocutor
Failing to believe
Tired he maybe give up.

Interpolates and extrapolates
Write in a book their moans
Until he leaps up the spring
And his impulses become violent.

A heavy system
And very poorly conducted
It leads many to despair
Leaving is customer forgotten.
Alvalade, Lisbon, Portugal,
Computer-written poem,
May 22, 2018,
2:24 p.m.

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