PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Poesias Mundanas / Worldly poetry - Chá fumegante / Smoking tea

Smoking tea
Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet 
Chá quente
Acabado de fazer
Mãos envolvem a caneca
Lábios prontos para beber.

Um sopro relaxante
Uma névoa que embacia
Por leves momentos
A mente fica vazia.

Numa sala de refeições
O silêncio instalado
Na companhia de um chá fumegante
Está tudo sossegado.
Alvalade, Lisboa, Portugal,
Poema escrito a computador,
9 de maio de 2018,
14h04

Hot tea
Just done
Hands wrap mug
Lips ready to drink.

A relaxing blow
A fog that fogs
For slight moments
The mind is empty.

In a dining room
The silence installed
In the company of a steaming tea
Everything is quiet.
Alvalade, Lisbon, Portugal,
Computer-written poem,
May 9, 2018,
2:04 p.m.

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