PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Vendo, vendo / I sell, I sell

Vendo, vendo
Quem quer comprar?
Desprendo-me do que já não me faz falta
Preciso de destralhar.

Tudo aquilo que ocupa espaço
Que já não está no devido lugar
Pode ter interesse para outras pessoas
Que desejem comprar.

Objetos de outro tempo
Um fardo a libertar
Vender é uma solução
Para o espaço desocupar.

Sentada à secretária, no meu quarto, em casa dos meus pais
Escrito a computador
4 de agosto de 2017
01h07


I sell, I sell
Who wants to buy?
I get rid of what I do not need anymore
I need to shred.

Everything that occupies space
That is no longer in the right place
May be of interest to others
They want to buy.

Objects from another time
A burden to be released
Selling is a solution
For the space to vacate.

Sitting at my desk in my room at my parents' house.
Written to computer
August 4, 2017

01.07 a.m.

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