PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Ninguém sai daqui vivo / Nobody gets out of here alive


Ninguém sai daqui vivo
Esta verdade não se consegue evitar
A vida é um percurso a termo
Só não sabemos quando irá terminar.

Alguns vão cedo de mais
Outros não chegam a nascer
Os seres vivos são mortais
Todos um dia irão morrer.

Impossível de escapar
Não adianta temer
Alguns acabam por desesperar
Sem parar para viver.

Sentada ao computador no meu quarto, em casa dos meus pais
Poema escrito a computador
11 de novembro de 2017
23h57


Nobody gets out of here alive
This truth can not be avoided.
Life is a journey to term
We just do not know when it will end.

Some go too early
Others are not born
Living beings are mortal
All will one day die.

Impossible to escape
It's no use fearing
Some end up despairing
Without stopping to live.

Sitting at the computer in my room at my parents' house.
Computer-written poem
November 11, 2017

11:58 p.m.

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