PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Outrora um porto seguro / Once a safe haven

Outrora um porto seguro
Hoje um cais encalhado.
Em tempos um jardim florido
Atualmente um campo abandonado.

Em tempos dependente
Da aceitação coletiva
Hoje independente
Uma mulher determinada e afirmativa.

Noutros tempos agarrada a falsas ideias
Hoje culta e inteligente
Agora solitária e divertida
E a cada dia mais consciente.

Sentada na mesa da cozinha
no dia 26 de Novembro de 2015,
escrito à mão
7h51



Once a safe haven
Now a beached dock.
Once a flower garden
Currently an abandoned field.

Once dependent
Of the collective acceptance
today independent
A determined and assertive woman.

In the past clinging to false ideas
Today cultured and intelligent
Now lonely and fun
And every day more conscious.

Sitting at the kitchen table
on November 26, 2015,
handwritten

7:51 a.m.

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