PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Vi-te / I saw you

Vi-te
Despertas-te minha atenção
Desejei-te
Fizes-te pulsar o meu coração.

Conseguiste
Acordar os meus sentidos
Que por estes dias
Têm estado adormecidos.

Cativas-te me pela tua simplicidade
E pela tua educação
Parece-me teres valores
Será que tenho razão?

Vi-te
Despertas-te em mim a dúvida
Será que também deste por mim
Por esta alma ferida.

Sentada na mesa da cozinha
no dia 20 de Novembro de 2015,
escrito à mão
8h05



I saw you
You awakened my attention
I wished you
You made my heart beat.

You managed
To wake up my senses
That these days
Have been asleep.

You captivate me by your simplicity
And for your education
It seems to me thou you have values
Do I have reason?

I saw you
You awake in me the doubt
You also saw me
This wounded soul.

Sitting at the kitchen table
on November 20, 2015,
handwritten

8:05 a.m.

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