PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sábado, 25 de junho de 2016

Não há desculpa / There is no excuse

Não há desculpa
Para a agressividade
Nem para o insulto gratuito
Muito menos para a maldade.

Fazer mal de propósito
Não tem qualquer perdão
Aquele que é ruim
Tem um mau coração.

Aquele que não sente arrependimento
Não tem absolvição
Aquilo que é propositado
Não tem lamentação.

Sem rodeios afirmo
Que não pode haver clemência
Para tamanha pequenez
Não há sequer indulgência.

Sentada à secretária no meu quarto,
14 de junho de 2016
escrito à mão
22h41

There is no excuse
To aggressiveness
Not for the gratuitous insult
Much less evil.

Making purpose of evil
Has no forgiveness
That one which is bad
It has a bad heart.

One who feels no regret
Has no absolution
What is purposeful
It has no regrets.

Put bluntly I say
There can be no mercy
For such smallness
There is not indulgence.

Sitting at the desk in my room,
June 14, 2016
handwritten

10:41 p.m.

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