🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Já chega / Enough

Já chega
Por hoje já cheguei ao limite de desilusões
Não ofereço mais resistência
Sinto no peito as frustrações.

Rogaram-me uma praga
Tudo na minha vida tem enguiço
Não sei mais o que fazer
Para quebras o feitiço.

Um mau-olhado
Recaiu sobre a minha vida
Por mais que lute
Chego ao mesmo lugar como se estivesse adormecida.

Neste momento
O desânimo tomou conta de mim
Vou procurar dormir
Amanhã talvez não acorde assim.

Sentada na minha cama,
31 de maio de 2016
escrito à mão
23h20



Enough
For today I already reached the disillusionment limit
I do not offer more resistance
I feel in the chest the frustrations.

Besought me a plague
Everything in my life has jinx
I do not know what else to do
For the spell break.

An evil eye
It fell on my life
For more than I fight
I arrive at the same place as if asleep.

At this time
Discouragement took hold of me
I'll try to sleep
Tomorrow I might not wake up as well.

Sitting on my bed,
May 31, 2016
handwritten

11:20 p.m.

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