🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Diálogo entre poemas / Dialogue between poems: A Música / The music – Charles Baudelaire

Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor
A Música (Nonô)


A música tem o poder de encantar!
Mesmo o mais duro marinheiro,
Pautas escritas para encantar,
Extenso e vasto cancioneiro.

Mentes hábeis, vozes afinadas
Com diferentes instrumentos musicais
Chegando aos recantos mais escondidos
Ouvidos pelos demais.

Sinto, sentimos, vibrar as emoções
Adrenalina que percorre no sangue
Curando todas as desilusões.

Consegue as nossas almas acalentar
Mas quando o silêncio regressa…
O coração volta a se estilhaçar!

Comboio (Rio de Mouro)
11 de abril de 2019
7h19

***
A Música
Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal
Tradução de Delfim Guimarães

A música p'ra mim tem seduções de oceano!
Quantas vezes procuro navegar,
Sobre um dorso brumoso, a vela a todo o pano,
Minha pálida estrela a demandar!

O peito saliente, os pulmões distendidos
Como o rijo velame d'um navio,
Intento desvendar os reinos escondidos
Sob o manto da noite escuro e frio;

Sinto vibrar em mim todas as comoções
D'um navio que sulca o vasto mar;
Chuvas temporais, ciclones, convulsões

Conseguem a minh'alma acalentar.
— Mas quando reina a paz, quando a bonança impera,
Que desespero horrível me exaspera!

***
The music (Nonô)

Music has the power to enchant!
Even the toughest sailor,
Guidelines written to delight,
Extensive and vast songbook.

Skilled minds, honed voices
With different musical instruments
Reaching the hidden corners
Heard by the others.

I feel, we feel, vibrate the emotions
Adrenaline that runs in the blood
Healing all the delusions.

Can our souls cherish
But when the silence returns ...
The heart breaks again!

Train (Rio de Mouro)
April 11, 2019
7:19 a.m.

***
The music
Charles Baudelaire, in "The Flowers of Evil”

Music, like an ocean, often carries me away!
Through the ether far,
or under a canopy of mist, I set sail
for my pale star.
Breasting the waves, my lungs swollen
like a ship’s canvas,
night veils from me the long rollers,
I ride their backs:
I sense all a suffering vessel’s passions
vibrating within me:
while fair winds or the storm’s convulsions
on the immense deep
cradle me. Or else flat calm, vast mirror there
of my despair!


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