🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Podia ter nascido angolana / I could have been born Angolan

Podia ter nascido angolana
Mas nasci em Portugal
Outro continente seria o meu berço
Após a Guerra Colonial.

Vim ao mundo no Verão quente
Em período de convulsão política
De nove meses e meio
Olhos abertos e magnífica.

Único bebé do género feminino
Que naquele dia nasceu naquel hospital
Não há sombra para dúvidas
Nasci para ser especial.

Sentada na mesa da cozinha em casa dos meus pais
Escrito à mão
26 de outubro de 2016
7h52

I could have been born Angolan
But I was born in Portugal
Another continent would be my crib
After the Colonial War.

I came into the the world in the hot summer
In political turmoil period
Of nine and a half months
eyes open and magnificent.

The only female gender baby
Who was born on that day in that hospital
No shadow for doubt
I was born to be special.

Sitting at the kitchen table in my parents' house
Handwritten
October 26, 2016

7:52 a.m.

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