🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Viro o corpo para um lado e outro / I turn the body to one side and another

Viro o corpo para um lado e outro
Não consigo dormir
Está escuro à minha volta
O pensamento insiste em fluir.

Longas horas sem descanso
O cérebro precisa refletir
Uma agitação mental
Preciso descontrair.

O sono se foi
Os meus olhos voltam a abrir
Assim o corpo se cansa
E o mau estar se faz sentir.

Fecho os olhos
E insisto em voltar a dormir
Procuro tranquilizar a mente
E aceito tudo o que está para vir.

Sentada na mesa da cozinha em casa dos meus pais
Escrito à mão
19 de outubro de 2016
8h10

I turn the body to one side and another
I can’t sleep
It is dark around me
Thought insists on flow.

Long hours without rest
The brain needs to reflect
A mental agitation
I need to relax.

Sleep is gone
My eyes return to open
Thus the body gets tired
And the malaise is felt.

I close my eyes
And I insist on going back to sleep
Seeking to reassure the mind
And I accept all that is to come.

Sitting at the kitchen table in my parents' house
Handwritten
October 19, 2016

8:10 a.m.

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