PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Pato, patinho / Duck, duckling

Pato, patinho
Que nadas no rio sózinho
O teu bando se foi
E tu ficastes a nadar perto do teu ninho.

Alheio ao que se passa à volta
Nadas como um golfinho
As tuas penas verdes
Estão em perfeito alinho.

Em breve o teu bando regressa
Para bem pertinho
Já não estarás mais só
No teu cuidado cantinho.

Sentada na minha secretária em casa dos meus pais
Escrito à mão
13 de novembro de 2016
18h54


Duck duckling
Who swims in the river alone
Your gang is gone.
And you swam around your nest.

Oblivious to what is happening around
You swim like a dolphin
Your green feathers
They are in perfect alignment.

Your band is coming back soon.
For very close
You will not be lonely any more
In your care little corner.

Sitting on my desk in my parents' house
Handwritten
November 13, 2016

06:54  p.m.

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