PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — criadora de Poesias da Nonô. Como escritora, artista, performer e formadora, acredito que a poesia não é apenas um género literário, mas sim uma ferramenta viva de libertação e Biblioterapia. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e transformam. Aqui, a escrita é um território de encontro: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — creator of Poesias da Nonô. As a writer, artist, performer, and trainer, I believe poetry is not just a literary genre, but a living tool for liberation and bibliotherapy. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and transform. Here, writing is a territory of encounter: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Espelho meu... / Mirror of mine ...

Espelho meu...

Espelho meu... espelho meu...

Quem tu vês de quem sou eu?

Este mal que sobre mim se abateu.

Sinto que a minha determinação já venceu.

 

Como encaras o meu reflexo,

Enquanto eu me procuro?

Procurando em tudo um nexo,

Para, assim, ver se me curo.

 

O que vês, será real?

Ou serão apenas os meus medos?

O mundo em que vivemos não é ideal.

Com força aperto os meus cinco dedos.

 

A tristeza no meu olhar,

O sorriso no meu rosto não esconde,

Imagem a preservar,

Aquilo que pergunto, o espelho não me responde.

 

Sentada à secretária, no meu quarto, em casa dos meus pais

Escrito a computador

7 de abril de 2017, 21h15


Mirror of mine ...

Mirror of mine ... Mirror of mine ...

Who do you see of who I am?

This evil that has befallen me.

I feel that my determination has already won.

 

How do you look at my reflection,

While I search for myself?

Looking for a purpose in everything,

To see if I can heal myself.

 

What you see, is it real?

Or is it just my fears?

The world we live in is not ideal.

With strength I clench my five fingers.

 

The sadness in my eyes,

The smile on my face does not hide,

Image to preserve,

What I ask, the mirror doesn't answer me.

 

Sitting at my desk in my room at my parents' house.

Written to computer

April 7, 2017, 9:15 p.m.


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