PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sábado, 8 de abril de 2017

Sinto-me tensa / I feel tense

Sinto-me tensa
Ouço música relaxante
Refugio-me no meu silêncio
Mantenho a mente distante.

Sinto este momento
Neste mesmo lugar
Dialogo com o meu medo
Procuro o tranquilizar.

As horas são longas
Tanta coisa em que não posso pensar
O amanhã é inserto
Custa-me ter de parar.

A morte não receio
Temo o sofrimento em vida
O que tenho de aprender?
Ou deverei ficar mais esquecida?

Sentada à secretária, no meu quarto, em casa dos meus pais
Escrito a computador
30 de março de 2017
22h12



I feel tense
I listen to relaxing music.
I shelter myself in my silence
I keep my mind distant.

I feel this moment
In this same place
I dialogue with my fear
I try to reassure.

The hours are long
So much I can not think of
Tomorrow is inserted
It costs me to stop.

From death I'm not afraid
I fear suffering in life
What do I have to learn?
Or should I be more forgetful?

Sitting at my desk in my room at my parents' house.
Written to computer
March 30, 2017

10:12 p.m.

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