PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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terça-feira, 13 de março de 2018

Infância Renascida / Childhood Reborn - Azedas no campo / Sour flowers in the field

Sour flowers in the field

Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor
De janeiro a abril
Em terrenos espalhados
Espontaneamente nascem flores
Pela natureza somos abençoados.

Os miúdos brincam
Colhem flores para chupar
Algumas são doces
Outras nem queiras provar.
Com este cenário
Na memória estampo
Uma criança a morder os caules
Das azedas no campo.

Mem-Martins, Sintra, Portugal,
Poema escrito a computador,
11 de março de 2018,
18h07,


From January to April
On scattered grounds
Spontaneously flowers are born
By nature we are blessed.

Kids play
They pick flowers to suck
Some are sweet
Others you do not even want to prove.

With this scenario
In memory stamp
A child biting into stems
Of the sour flowers in the field.

Mem-Martins, Sintra, Portugal,
Computer-written poem,
March 11, 2018,
6:07 p.m.,




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