Bem-vindo(a) ao projeto criativo de Cultura, Artes e Letras, Poemas, Quadras, Haikus, Contos e Escritas da autoria da Poetisa Nonô / Welcome to the creative project of Culture, Arts of Poems, Quatrains, Haikus, Short Stories and Writings by the Poetess Nonô (Alter ego de / of: M. ª Leonor Costa)
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Minha querida utopia / My dear utopia

Minha querida utopia,
Meu reino da igualdade
Meu recanto de magia
Minha terra da oportunidade.

Por lá todos são iguais
E todos se entreajudam
Até há respeito pelos animais
E por aqueles que nunca mudam.

Meu mundo ideal
Onde não há fome, nem sofrimento
Onde todos os dias são Natal
E há sempre vida e movimento.

Meu sonho de vida
Meu castelo de areia
Minha viagem de ida
Numa doce boleia.

Sentada à secretária no meu quarto
no dia 13 de Novembro de 2015,
escrito à mão
19h06



My dear utopia,
My kingdom of equality
My magic nook
My land of opportunity.

Over there are all equal
And all help each other
Until there is respect for animals
And for those who never change.

My ideal world
Where there is no hunger or suffering
Where every day is Christmas
And there's always life and motion.

My dream life
My sand castle
My round-trip
In a sweet ride.

Sitting at the desk in my room
on November 13, 2015,
handwritten

7:06 p.m

domingo, 31 de janeiro de 2016

Haiku, Haikai , 俳句

Coração apertado
Estômago a arder.
Um chá fumegante.


22de Janeiro de 2016,
escrito à mão



Sinking heart
Stomach burning.
A steaming tea.

22 January 2016,

handwritten

sábado, 30 de janeiro de 2016

Seguir firme sempre para a frente / Always follow straight ahead

Seguir sempre o mesmo caminho
É limitado e desinteressante
É repetir os mesmos erros e gestos
E pouco empolgante.

Traçar sempre o mesmo trajecto
Só pode conduzir ao marasmo
É seguir sem projecto
É limitado como o de um asno.

Cumprir sempre a mesma rotina
Sem sair da linha de conforto
É pouco estimulante
É como estar morto.

É preciso arriscar
Ousar fazer diferente
Não ter medo de mudar
Seguir firme sempre para a frente.

Sentada à secretária, Agualva
no dia 11 de Novembro de 2015,
escrito à mão
17h15


Always follow the same path
It is limited and uninteresting
It is repeating the same mistakes and gestures
It is little exciting.

Always trace the same route
It can only lead to stagnation
It is follow without project
It is bordered like a donkey.

Always observe the same routine
Without leaving the comfort line
It is not very stimulating
It's like being dead.

We must risk
Dare to do differently
Do not be afraid to change
Always follow straight ahead.

Sitting at desk, Agualva
on November 11, 2015,
handwritten

5:15 p.m

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Onde é a festa? / Where's the party?

A festa é aqui,
É agora,
Neste instante
A cada momento
É de dia
É pela noite dentro.

A festa é hoje
E pode continuar amanhã
Foi ontem
É sempre que se queira
Porque festejar é estar vivo.

Sentada na mesa da cozinha,
no dia 11 de Novembro de 2015,
escrito à mão
7h55


The party is here,
And now,
at this instant
At every moment
It's by day
It is all night long.

The party is today
And can continue tomorrow
It was yesterday
It's whenever you want
Because party is to be alive.

Sitting at the kitchen table,
on November 11, 2015,
handwritten

7:55 a.m.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Contigo / With you

Contigo aprendi o valor do respeito
Como é importante amar
A entender o valor do tempo
A de mim própria cuidar.

Ensinaste-me os limites do amor
Retitaraste-me toda a ilusão
Sem piedade nem pudor
Destroçastes o meu coração.

Tudo passou a ter outro sentido.
O mundo com uma nova visão.
Maldito cupido
Que atirou a flecha na escuridão.

Agora tudo mudou
Eu estou em primeiro lugar
Contigo já não estou
Mas apesar de tudo continuo a te respeitar.

Sentada na minha cama,
no dia 11 de Novembro de 2015,
escrito à mão
24h08



With you I learned the value of respect
How important it is to love
To understand the value of time
To care of myself.

You taught me the limits of love
You withhold all my illusion
Without mercy or shame
You destroyed my heart.

Everything now has another meaning.
The world with a new vision.
Cursed cupid
Who shot the arrow in the dark.

Now everything has changed
I'm first
I am no longer with you
But after all I still respect you.

I am sitting on my bed,
on November 11, 2015,
handwritten

00:08 a.m

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O que se leva desta vida / What we take of this life

São os bons momentos vividos
As boas comidas saboreadas
Os sentimentos sentidos
As estridentes gargalhadas.

São os agradáveis convivios
Todas as aprendizagens
São os beijos apetecidos
São as nossas viagens.

As boas acção que fazemos
Os agradecimentos recebidos
Tudo o que não nos arrependemos
Os gestos merecidos.

O que se leva desta vida
É uma história individual
Um percurso de descoberta
Uma peregrinação espiritual.

Sentada na minha cama,
no dia 10 de Novembro de 2015,
escrito à mão
23h54

Are the good moments lived
The enjoyed good food
Feelings senses
The raucous laughter.

Are pleasant gatherings
All the learnings
Are the desire kisses
Are our trips.

The good action we do
The received Thanks
All that we have not regretted
The deserved gestures.

What we take of this life
It is an individual story
A route of discovery
A spiritual pilgrimage.

I am sitting on my bed,
on November 10, 2015,
handwritten

11:54 p.m

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Olha para mim / Look at me

Olha para mim
Devora-me com o teu olhar
És livre para ver
Mas não me podes tocar.

Satisfaz-te com a tua fantasia
Podes-me imaginar nua
Podes desejar-me como quiseres
Mas jamais serei tua.

Olha-me com o teu olhar
Fotografa-me com a tua mente
Autorizo-te a comigo sonhar
Mas o meu corpo não te pertence.

Para me conseguires conhecer
Terás de me respeitar
Não sou uma mulher comum
E muito menos vulgar.

Sentada na mesa da cozinha,
no dia 10 de Novembro de 2015,
escrito à mão
8h08

Look at me
Devour me with your look
You are free to view
But you can’t touch me.

Satisfies you with your fantasy
You can imagine me naked
You can wish me as you like
But I will never be yours.

Look at me with your look
Shoot me with your mind
I authorize you to dream with me
But my body does not belong to you.

In order to get to know me
You must respect me
I am not an ordinary woman
Much less common.

Sitting at the kitchen table,
on November 10, 2015,
handwritten

8:08 a.m.

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