PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

Tic-tac, Tic-tac / Tick-tock, Tick-tock

Tic-tac, Tic-tac
O ritmo dos segundos
Marca a passagem do tempo
A cadência é constante
Uma melodia
Simultaneamente agradavel
E ensurdecedora
Ao fim de 60 tic-tac, tic-tac
Passou 1 minuto
O ritmo continua
O tempo está a passar
Entretanto chega o comboio
E outro som desvia o meu olhar.

Sentada na Estação de Comboios do Monte-Abrão
no dia 19 de dezembro de 2015,
escrito à mão
9h09



Tick-tock, Tick-tock
The pace of the second
Marks the passage of time
Cadence is constant
a melody
simultaneously pleasant
And deafening
After 60 tick-tock, tick-tock
Passed one minute
The pace continues
Time is passing
Meanwhile the train arrives
And another sound distracts my gaze.

Sitting in Monte-Abram's Train Station
on December 19, 2015,
handwritten

9:09 a.m.

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