PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 25 de março de 2016

Eu confesso / I confess

Por vezes fui estúpida
Não soube reagir
Fui pateta e insegura
Só me apeteceu fugir.

Fui infantil e ingénua
Não consegui agir
Desiludi-me a mim e aos outros
Por não saber ouvir.

Nem sempre fiz as melhores escolhas
Mas fiz o possível para conseguir
Confesso que não sou perfeita
Mas procuro evoluir.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Rio de Mouro)
no dia 8 de março de 2016,
escrito à mão
8h27


Sometimes I was stupid
I did not know how to react
I was goofy and insecure
Just felt like to flee.

I was childish and naive
I could not act
I disappointed me and others
By not listening.

I not always made the best choices
But I did my best in order to get it
I admit I'm not perfect
But I try to evolve.

Sitting on the train from Sintra line (Rio de Mouro)
on March 8, 2016,
handwritten

8:27 a.m.

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