PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Domestico a ansiedade / I domestic the anxiety

Domestico a ansiedade
Que de mim brota
Com a minha aparente tranquilidade
O turbilhão não se nota.

Noites mal dormidas
Pequenos percalços na saúde
Chamadas de atenção
Para que alguma coisa mude.

Tomo consciência
De que algo é preciso transformar
Sereno o pensamento
Para me apaziguar.

Agualva
Escrito à mão
12 de outubro de 2016
16h02

I domestic the anxiety
That from me springs
With my apparent tranquility
The whirlwind is not noticed.

Sleepless nights
Small mishaps on the health
Highlighting
For something has to change.

I realize
That something is necessary to transform
I calm thoughts
To appease me.
Agualva
Handwritten
October 12, 2016

4:02 p.m

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