PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Aprender a esperar / Learning to wait

Tudo chega no devido tempo
Assim como a renovação das estações
A paciência deve prevalecer
Para refrear as emoções.

A persistência é fundamental
É proibido desistir
A resiliência ajuda
Não nos deixa ruir.

Por vezes o tempo parece rápido
Outras parece não passar
Mas por fim tudo chega
É preciso aprender a esperar.

Sentada na praia do Tamariz (Estoril)
Escrito à mão
3 de setembro de 2016
17h23



Everything comes in due time
As well as the renewal of the seasons
Patience must prevail
For bridle the emotions.

Persistence is fundamental
It is forbidden to give up
Resilience helps
Do not let us fall.

Sometimes time seems fast
Other does not seem to pass
But finally everything comes
We must learn to wait.

Sitting on the beach of Tamariz (Estoril)
Handwritten
September 3, 2016

5:23 p.m.

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