PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vi as cores do arco-iris numa nuvem / I saw the colors of rainbow in a cloud

Vi as cores do arco-iris numa nuvem
Mesmo ao lado do sol
Fenómeno da natureza
Senti-me um rouxinol.

Apoderou-se de mim
Uma enorme vontade de cantar
Bençãos que acontecem
A quem pára para olhar.

Ergui a minha cabeça
Abri as palmas das mãos
Uma respiração profunda
Sentida nos meus orgãos.

Privilégios do momento
Que não se podem deixar escapar
Senti-me abençoada
Por estar neste lugar.

Sentada na minha secretária em casa dos meus pais
Escrito à mão
11de setembro de 2016
22h08



I saw the colors of rainbow in a cloud
Even beside the sun
Phenomenon of nature
I felt a nightingale.

Came upon me
A strong desire to sing
Blessings that happen
To whom stops to look.

I raised my head
Open my palms
A deep breath
I felt in my organs.

Privileges of the moment
That can’t be miss
I felt blessed
For being in this place.

Sitting on my desk in my parents' house
Handwritten
11de September 2016

10:08 p.m.

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