PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Fui um patinho feio / I was an ugly duckling

Fui um patinho feio
Inseguro e indefeso
Isolei-me do mundo
Da solidão senti o peso.

Fui pequeno e fragil
Às minhas custas fui crescendo
Com escolhas e erros
Sobre tudo fui aprendendo.

Agora sou crescido
E sigo a minha própria lei
Bonito e destemido
Num cisne me tornei.

Sentada na minha cama em casa dos meus pais
Escrito à mão
21 de agosto de 2016
17h42


I was an ugly duckling
Insecure and helpless
I isolated myself from the world
Of loneliness I felt the weight.

I was small and fragile
At my expense I was growing
With choices and mistakes
About all I learned.

Now I am grown
And I follow my own law
Beautiful and fearless
Into a swan I became.

Sitting on my bed in my parents' house
Handwritten
August 21, 2016

5:42 p.m.

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