PT: Já sentiste que as palavras têm cor, mas que, por vezes, a tua dor não tem voz? 🎨 Olá, sou a M.ª Leonor Costa — criadora de Poesias da Nonô. Como escritora, artista, performer e formadora, acredito que a poesia não é apenas um género literário, mas sim uma ferramenta viva de libertação e Biblioterapia. Ajudo-te a transformar as emoções que carregas — e que ainda não sabes como nomear — em palavras que curam e transformam. Aqui, a escrita é um território de encontro: um convite para leres com o corpo, desbloqueares o que está preso e encontrares, finalmente, a tua própria voz. 🌸✨ Queres começar a escrever a tua libertação? Junta-te a mim e descobre como.
EN: Do you ever feel that words have colour, but your pain remains voiceless? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — creator of Poesias da Nonô. As a writer, artist, performer, and trainer, I believe poetry is not just a literary genre, but a living tool for liberation and bibliotherapy. I help you transform the emotions you carry — the ones you cannot yet name — into words that heal and transform. Here, writing is a territory of encounter: an invitation to read with your body, unlock what is trapped, and finally find your own voice. 🌸✨ Are you ready to write your own liberation? Join me and discover how.

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marialeonorcost@gmail.com

quinta-feira, 30 de março de 2017

Os corredores do hospital / The hospital corridors

Os corredores do hospital

Quando os corredores do hospital

Se tornam estranhamente familiares

Subitamente vemos os mesmos rostos

e visitamos os mesmos lugares.

 

Longas horas de espera

Um nervoso miudinho

Momentos de difícil gestão

Que passam devagarinho.

 

Espaços estreitos e escuros

Fechados ao exterior

Dias de aflição

Desejando sempre o melhor.

 

Cenas que se repetem

Profissionais que passamos a conhecer

Uma odisseia imprevista

Cujo desfecho é impossível de prever.

 

Sentada à secretária, no meu quarto, em casa dos meus pais

Escrito a computador

28 de março de 2017, 18h16


Catharsis of words

The hospital corridors

When the hospital corridors

Become strangely familiar

Suddenly we see the same faces

And visited the same places.

 

Long hours of waiting

A little nervous

Difficult management times

Passing slowly.

 

Narrow and dark spaces

Closed to the outside

Days of affliction

Wishing always the best.

 

Scenes that repeat

Professionals that we come to know

An unforeseen odyssey

Whose outcome is impossible to predict.

 

Sitting at my desk in my room at my parents' house.

Written to computer

March 28, 2017, 6:16 p.m.

Nonô Poetry

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