PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Estranhamente mortal / Oddly Deadly

A vida fluía
Na sua velocidade normal
Uns dias mais sorridentes
outros longe do Natal.

A saúde faltou-me
Num momento crucial
Subitamente apercebi-me
Que sou estranhamente mortal.

Sentada à secretária, no meu quarto, em casa dos meus pais
Escrito a computador
21 de junho de 2017
20h48


Life flowed
At its normal speed
Some days more smiling
Others away from Christmas.

Health missed me
At a crucial moment
Suddenly I realized
That I am strangely mortal.

Sitting at my desk in my room at my parents' house.
Written to computer
June 21, 2017
08:48 p.m.




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