PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Toxinas / Toxins

Toxinas ao almoço
Toxinas ao jantar
Toxinas na água
Toxinas no ar.

Tudo é tóxico à nossa volta
Farto-me de procurar
Num mundo poluído
É difícil desintoxicar.

Alimentos biológicos
Face aos manipulados
Omissão de rótulos
Somos muito mal informados.

A poluição está em todo o lado
E não parece ter fim à vista
Vamos ficando contaminados
Ainda assim há quem resista.

Sentada à secretária, no meu quarto, em casa dos meus pais
Escrito a computador
16 de junho de 2017
0h19


Toxins at lunch
Toxins at dinner
Toxins in water
Toxins in the air.

Everything is toxic around us.
I'm tired of looking
In a polluted world
It's hard to detoxify.

Organic food
Against the manipulated ones
Omission of labels
We are very misinformed.

Pollution is everywhere
And there seems to be no end in sight
We become contaminated
Still, there are those who resist.

Sitting at my desk in my room at my parents' house.
Written to computer
June 16, 2017
00:19 p.m.




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