PT: Diz-me... já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá! O meu nome é M.ª Leonor Costa, mas para ti, sou apenas a Nonô. Mais do que uma autora de 6 livros e participante em mais de 60 obras coletivas, sou uma alma que se recusa a ver o mundo a preto e branco. Este blogue é o meu palco e o meu refúgio. Aqui dou vida a Haikus, Contos, Romances e outras artes que ganham vida e sussurram verdades. Seja como júri em concursos ou a contar-te 'estórias' ao pé do ouvido. Da rádio aos eventos ao vivo, a minha voz é o fio que nos une nesta comunidade de Amigos da Nonô. O meu convite é sente a escrita, descobre o detalhe e deixa que a poesia seja também a tua linha de vida. 🌸✨
EN: Tell me... have you ever felt that words have colors? 🎨 Hello! My name is M.ª Leonor Costa, but to you, I am simply Nonô. More than an author of 6 books and a participant in over 60 collective works, I am a soul who refuses to see the world in black and white. This blog is my stage and my sanctuary. Here, I bring to life Haikus, Short Stories, Novels, and other arts that come alive and whisper truths. Whether as a jury member in competitions or telling you 'stories' in your ear. From radio to live events, my voice is the thread that unites us in this community of Friends of Nonô. My invitation is: feel the writing, discover the details, and let poetry be your lifeline too. 🌸✨

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Este poema não é meu - Nós, os ateus, nós, os monoteístas, – Hélia Correia e Diálogo entre Poemas - Apesar de sermos ateus - Nonô

Nós, os ateus, nós, os monoteístas

Este poema não é meu

Nós, os ateus, nós, os monoteístas,
Hélia Correia (Lisboa, fevereiro de 1949)

 Nós, os ateus, nós, os monoteístas,

Nós, os que reduzimos a beleza
A pequenas tarefas, nós, os pobres
Adornados, os pobres confortáveis,
Os que a si mesmos se vigarizavam
Olhando para cima, para as torres,
Supondo que as podiam habitar,
Glória das águias que nem águias tem,
Sofremos, sim, de idêntica indigência,
Da ruína da Grécia (Correia 2012: 13)

Diálogo entre Poemas

Apesar de sermos ateus

Nonô (Lisboa, 15 de agosto de 1975)

Apesar de sermos ateus

Acreditamos na harmonia do universo

Um propósito maior

Que não cabe neste verso!

É de notar a perda de valores

A ambição e a ganância

Cegam os demais

Prolifera a arrogância.

Concordo que nos ombros

Carregamos o peso da história.


Mem-Martins, quinta-feira, 10 de dezembro de 2020, 17h03
Nonô (M.ª Leonor Costa)

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