🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Este poema não é meu - Nós, os ateus, nós, os monoteístas, – Hélia Correia e Diálogo entre Poemas - Apesar de sermos ateus - Nonô

Nós, os ateus, nós, os monoteístas

Este poema não é meu

Nós, os ateus, nós, os monoteístas,
Hélia Correia (Lisboa, fevereiro de 1949)

 Nós, os ateus, nós, os monoteístas,

Nós, os que reduzimos a beleza
A pequenas tarefas, nós, os pobres
Adornados, os pobres confortáveis,
Os que a si mesmos se vigarizavam
Olhando para cima, para as torres,
Supondo que as podiam habitar,
Glória das águias que nem águias tem,
Sofremos, sim, de idêntica indigência,
Da ruína da Grécia (Correia 2012: 13)

Diálogo entre Poemas

Apesar de sermos ateus

Nonô (Lisboa, 15 de agosto de 1975)

Apesar de sermos ateus

Acreditamos na harmonia do universo

Um propósito maior

Que não cabe neste verso!

É de notar a perda de valores

A ambição e a ganância

Cegam os demais

Prolifera a arrogância.

Concordo que nos ombros

Carregamos o peso da história.


Mem-Martins, quinta-feira, 10 de dezembro de 2020, 17h03
Nonô (M.ª Leonor Costa)

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