🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Este poema não é meu - Presente - Matilde Rosa Araújo & Diálogo entre Poemas - O melhor presente - Nonô

Presente

Este poema não é meu

Presente

Matilde Rosa Araújo

(Lisboa 1921 – 2010)

A girafa deu

ao seu

marido

no dia

de Natal

um lenço

colorido

de seda natural.

Que alegria!

– disse o marido –

ponha a pata

nesta pata,

com um pescoço

tão comprido

você não podia

ter-me comprado

uma gravata. 

Diálogo entre Poemas

O melhor presente

Nonô

(Lisboa, 15/08/1975)

 

O melhor presente

É ser presente

E também aquele

que te dei!

Já não havia gravatas

Para esse teu

Longo pescoço.

É de seda natural

Esse belo lenço

Que foi tecido

do casulo das borboletas.

Com as tuas cores prediletas

Deixa-me ajudar-te

Já percebi

a tua dificuldade

levanta o focinho

E não faças caretas.


Mem-Martins, quinta-feira, 17 de dezembro de 2020, 6h51

Poemas da Nonô https://poemas-da-nono-poems.blogspot.com/

Nonô (M.ª Leonor Costa)

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