PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Voltei à adolescência / I returned to adolescence

Voltei à adolescência
E por lá quero ficar
Cansei-me de ser adulta
Não me consigo identificar.

Acordei a jovem em mim
Decidi a vida aproveitar
Todos os momentos são pretextos
Para rir e brincar.

Não me deixei vencer pela amargura
O azedume não me conseguiu minar
Recuperei a alegria de viver
Com vontade de sonhar.

Comboio da linha de Sintra (Barcarena
no dia 6 de Novembro de 2015,
escrito à mão
21h37



I returned to adolescence
And there I want to stay
I got tired of being adult
I can’t identify.

I woke up the young lady in me
I decided to enjoy life
All times are pretexts
To laugh and play.

I did not let me win by bitterness
The sourness could not undermine me
I recovered the joy of living
Willing to dream.

Train from Sintra line (Barcarena)
on November 6, 2015,
handwritten

9:37 P.m

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