🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Catarse das Palavras: "Apanhei o buquê da noiva" / Catharsis of Words: "I Caught the Bride's Bouquet"

PT: Apanhei o buquê da noiva

 

Apanhei o buquê da noiva;

deve ter sido um acidente.

Ela atirou-o para trás das costas,

e eu agarrei-o de repente.

 

Para mim, foi uma brincadeira,

pois nunca quis casar.

Efeito do azar ou da sorte,

agora estou-me a separar.

 

Era um buquê moderno,

simples e singelo.

Tinha rosas brancas;

tornou-se agora símbolo de um flagelo.

 

No próximo casamento a que eu assistir,

já sei o que devo evitar.

Não volto a recolher o buquê,

nem a sério, nem a brincar.

 

Poema manuscrito: Sentada na minha cama, no quarto cor-de-rosa, da minha casa em Chaves, 22 de maio de 2015, 6h18

In Costa, M.ª Leonor. Catarse das Palavras. Vol. I
Catharsis of Words

EN: I Caught the Bride's Bouquet

 

I caught the bride's bouquet;

it must have been an accident.

She threw it over her shoulder,

and I grabbed it all of a sudden.

 

To me, it was a joke,

since I never wanted to get married.

A result of bad luck or good luck,

now I'm separating.

 

It was a modern bouquet,

simple and unadorned.

It had white roses;

it has now become a symbol of a curse.

 

At the next wedding I attend,

I already know what I should avoid.

I won't catch the bouquet again,

not seriously, not even as a joke.

 

Handwritten poem: Sitting on my bed, the pink-colored bedroom of my house in Chaves, May 22, 2015, 6:18 a.m.

In Costa, M.ª Leonor. Catharsis of Words. Vol. I
Nonô Poetry



Nota: Este artigo foi revisto e atualizado no dia 09/10/2025.

Note: This article was revised and updated on October 9, 2025.

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