PT: A poesia não pede licença nem serve para acalmar: é um território vivo de catarse, voz e atitude. Sou a M.ª Leonor Costa (Nonô) — escritora, performer e criadora de Poesias da Nonô. Dou corpo, som e presença à palavra dita em português e inglês, habitada por heterónimos que navegam entre o visceral, o sagrado e o quotidiano. Entra sem pressa. Lê com o corpo, escuta com a pele e habita este espaço.
EN: Poetry doesn't ask for permission, nor is it meant to soothe: it is a living territory of catharsis, voice, and attitude. I am M.ª Leonor Costa (Nonô) — writer, performer, and creator of Poesias da Nonô. I give body, sound, and presence to spoken word in Portuguese and English, inhabited by heteronyms navigating the visceral, the sacred, and the everyday. Step inside. Read with your body, listen with your skin, and inhabit this space.

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Patinhos no Rio da Azenha / Ducklings on the Azenha

São cada vez mais
Um bom sinal de vida.
Uma ribeira agora mais limpa
Que em tempos estava poluida.

Formam belos casais
Em grupo criam ninhadas
A eles se juntam pombos e pardais
E rãs bem humoradas.

É o rio da azenha
Onde os patos vêm nidificar
Alegrando quem passa
Que pára para os contemplar.

Sentada no meu quarto
11 de maio de 2016
escrito à mão
22h59


Are increasingly
A good sign of life.
A now cleaner river
That once was polluted.

They form beautiful couples
In Group create litters
To them join pigeons and sparrows
And humorous frogs.

It is the river of the Azenha
Where the ducks come to nest
Delighting those who pass
Stopping for contemplate them.

I am sitting in my room
May 11, 2016
handwritten

10:59 p.m.

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