🌿 PT: Diz-me… já sentiste que as palavras têm cor? 🎨 Olá, eu sou M.ª Leonor Costa — mas aqui, sou a Nonô. Sou autora de poesia e escrita criativa, e acredito que a palavra não vive apenas no papel: vive na voz, no silêncio e naquilo que sentimos sem saber explicar. O meu trabalho nasce de uma ideia simples: a poesia não é um género — é uma forma de olhar o mundo. Escrevo poesia, crónicas e narrativas que exploram o sensível, o humano e o invisível do quotidiano. Aqui, as palavras não são apenas lidas — são sentidas. Este é o meu espaço de criação e partilha: o Poesias da Nonô, onde a escrita se cruza com a emoção, a imagem e a experiência. Convido-te a entrar devagar. A ler com o corpo. E a deixar que as palavras encontrem o que em ti ainda não tem nome. 🌸✨
🌍 EN: Do you ever feel that words have colour? 🎨 Hello, I’m M.ª Leonor Costa — but here, you may simply call me Nonô. I am a poetry and creative writing author, and I believe words do not live only on the page: they live in voice, in silence, and in everything we feel before we can explain it. My work is built on a simple idea: poetry is not a genre — it is a way of seeing the world. I write poetry, essays and narrative fragments that explore emotion, humanity, and the invisible layers of everyday life. Here, words are not only read — they are felt. This is my creative space: Poesias da Nonô, where writing meets emotion, image and experience. Take your time here. Read slowly. And let the words find what in you has no name yet. 🌸✨

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

O milagre dos nascimento / The miracle of birth

O milagre do nascimento
E a inevitabilidade da morte
São a condição humana
Jogando a sua sorte.

Todos nascemos
E por algum tempo cá andamos
Sem data prevista para partirmos
Esta terra abandonamos.

Não somos eternos
Mesmo a duvidar
Somos efêmeros
Neste estranho lugar.

Nascidos de um milagre
Deixados à nossa sorte
Temos um caminho
Mantendo nos forte.

Sentada na praia em Cascais
3 de julho de 2016
escrito à mão
15h37

The miracle of birth
And the inevitability of death
They are the human condition
Playing is luck.

We all born
And for some time we walk here
No date for leave
This land to abandon.

We are not eternal
Even we doubt
We are ephemeral
In this strange place.

Born of a miracle
Left to our fate
We have in a way
Keeping us strong.

Sitting on the beach in Cascais
July 3, 2016
handwritten

3:37 p.m.

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